Estudo publicado na SSRN cruza seis décadas de dados americanos e duas décadas de dados brasileiros para embasar, com evidências empíricas, a teoria econômica austríaca aplicada ao Bitcoin.
João Paulo Mayall, pioneiro do Bitcoin no Brasil e cofundador do primeiro ETF de Bitcoin da América Latina (B3: QBTC11), assinou um novo paper acadêmico em coautoria com Gerson de Souza Júnior, doutor em finanças e portfolio manager da Hashdex. O trabalho foi disponibilizado na plataforma SSRN, repositório de referência para pesquisas em ciências sociais e econômicas.
O estudo parte de uma premissa central da Escola Austríaca de Economia: a de que a expansão artificial do crédito e a manipulação das taxas de juros por bancos centrais distorcem os ciclos econômicos e corroem o poder de compra da moeda ao longo do tempo. Os autores buscaram testar essa hipótese não com argumentos filosóficos, mas com séries históricas de dados concretos.
Segundo a Livecoins, o paper utiliza aproximadamente seis décadas de dados macroeconômicos dos Estados Unidos e cerca de duas décadas de dados do Brasil para construir um arcabouço empírico robusto. A combinação de dois contextos econômicos tão distintos — um com histórico de inflação moderada e outro marcado por episódios severos de desvalorização monetária — confere ao trabalho amplitude analítica relevante.
O que a Escola Austríaca tem a ver com o Bitcoin?
A conexão entre o Bitcoin e o pensamento austríaco não é nova. Economistas como Ludwig von Mises e Friedrich Hayek defenderam, décadas antes da criação do Bitcoin, a importância de um dinheiro com oferta previsível e não sujeito a intervenções discricionárias. O protocolo do Bitcoin, com seu limite fixo de 21 milhões de unidades e sua emissão programada por código, é frequentemente citado como uma resposta tecnológica a esses princípios.
O diferencial do novo paper é justamente a tentativa de validar empiricamente essa relação, saindo do campo teórico para o terreno dos dados. Ao demonstrar padrões históricos de desvalorização monetária e seus efeitos sobre ativos reais, os autores traçam um paralelo com as características estruturais do Bitcoin como reserva de valor.
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Dois países, um argumento
A escolha de combinar dados dos EUA e do Brasil é estratégica. Enquanto o cenário americano permite avaliar décadas de política monetária em uma economia global dominante, o contexto brasileiro — com episódios como a hiperinflação dos anos 1980 e 1990 e sucessivas reformas monetárias — oferece um laboratório histórico sobre os limites do dinheiro fiduciário sob pressão extrema.
Perfil dos autores e relevância institucional
Pioneiro do Bitcoin no Brasil e cofundador do QBTC11, primeiro ETF de Bitcoin da América Latina, listado na B3.
PhD em finanças e portfolio manager da Hashdex, gestora brasileira especializada em criptoativos com presença global.
A Hashdex é uma das gestoras de ativos digitais mais reconhecidas do Brasil, com produtos listados em bolsas de valores de diferentes países. A participação de um de seus gestores em um paper com esse escopo teórico reforça o movimento de aproximação entre o mercado institucional de criptoativos e a pesquisa acadêmica formal.
📌 Nota editorial
O paper foi publicado no SSRN (Social Science Research Network), plataforma amplamente utilizada para divulgação de pesquisas em pré-publicação nas áreas de economia, finanças e direito. A disponibilização no repositório não equivale a revisão por pares em periódico científico, mas é um passo comum no processo acadêmico.
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