Em maio de 2026, o ecossistema cripto registrou a menor exposição a exploits e fraudes em meses, com perdas totais de US$ 68 milhões — uma queda de 90% frente a abril, conforme dados da CertiK.
O mês de maio de 2026 trouxe um alívio significativo para o setor de segurança em criptomoedas. Segundo levantamento da CertiK, empresa especializada em auditoria e monitoramento de protocolos blockchain, as perdas totais com exploits, hacks e golpes somaram aproximadamente US$ 68 milhões no período — uma retração de cerca de 90% em relação aos números de abril.
Conforme reportado pela Cointelegraph.com News, maio foi o terceiro mês em 2026 a registrar perdas abaixo da marca de US$ 100 milhões, sinalizando uma tendência de melhora na resiliência dos protocolos descentralizados e na atenção dos usuários a práticas de segurança.
O dado contrasta com períodos anteriores, em que incidentes de grande escala chegaram a superar a casa do bilhão de dólares em um único mês. A queda consistente nos valores perdidos ao longo de 2026 tem sido atribuída, em parte, ao amadurecimento das ferramentas de auditoria on-chain e à maior adoção de práticas de segurança preventiva por parte de desenvolvedores e usuários.
As perdas recuaram de centenas de milhões em abril para apenas US$ 68 milhões em maio de 2026, a maior redução mensal do ano.
Segundo a CertiK, maio é o terceiro mês de 2026 a registrar perdas inferiores a US$ 100 milhões, indicando estabilização no cenário de segurança.
O aumento na adoção de auditorias de smart contracts e monitoramento on-chain é apontado como fator relevante para a redução dos incidentes.
Apesar da melhora, especialistas alertam que ataques sofisticados de phishing e exploits em protocolos DeFi continuam sendo vetores ativos de risco.
O que está por trás da queda?
Analistas de segurança apontam uma combinação de fatores para explicar o recuo nas perdas. A maior rigorosidade nos processos de auditoria de contratos inteligentes, aliada ao uso crescente de ferramentas de monitoramento em tempo real, tem permitido identificar vulnerabilidades antes que agentes maliciosos consigam explorá-las.
Além disso, a comunidade tem demonstrado maior consciência sobre os riscos de phishing e engenharia social — métodos que, embora tecnicamente simples, seguem sendo responsáveis por uma parcela relevante das perdas registradas no setor.
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Contexto: o histórico de perdas em 2026
Segundo dados compilados pela CertiK e divulgados pela Cointelegraph, maio foi o terceiro mês do ano a ficar abaixo dos US$ 100 milhões em perdas. Embora o número absoluto ainda seja expressivo, a trajetória de queda ao longo de 2026 representa uma mudança relevante em relação aos padrões históricos do setor, onde um único exploit poderia comprometer centenas de milhões de dólares em questão de horas.
O cenário, no entanto, não é de complacência. Pesquisadores de segurança reforçam que vetores de ataque evoluem continuamente, e que a queda nos valores pode refletir, em parte, menor liquidez em alguns protocolos — e não necessariamente uma redução no número de tentativas de ataque.
Para usuários individuais, a principal recomendação dos especialistas segue sendo o uso de carteiras de hardware para custódia de ativos de maior valor, a verificação criteriosa de contratos antes de interagir com protocolos DeFi e a desconfiança em relação a links e solicitações não verificadas.
📌 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem têm como fonte o relatório mensal da CertiK, empresa de segurança blockchain, conforme divulgado pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje não verificou de forma independente os valores apresentados.
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