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Phantom entra na briga por contratos perpétuos nos EUA

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A Phantom e o Hyperliquid Policy Center levaram ao regulador americano CFTC um pedido formal: remover barreiras que, segundo eles, impedem carteiras de software de operar com mercados de derivativos registrados.

Em 9 de julho, a Phantom — uma das carteiras de criptomoedas mais populares do ecossistema Solana — e o Hyperliquid Policy Center submeteram um pedido conjunto à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC). O objetivo: que o regulador elimine regras que, na visão das duas entidades, “prejudicam indevidamente” fintechs de atuar junto a mercados de derivativos registrados.

O prazo de 9 de julho foi estabelecido pela própria CFTC como data-limite para receber comentários públicos sobre o tema. A movimentação da Phantom marca uma entrada direta da indústria de carteiras cripto no debate regulatório americano sobre derivativos on-chain — contratos negociados diretamente na blockchain, sem intermediários tradicionais.

Se você ainda está começando no mundo das criptomoedas, vale entender o básico antes de acompanhar essas discussões regulatórias. Leia também: guia completo de criptomoedas.

O argumento central da Phantom

A Phantom se posiciona no debate como uma intermediária de software, não como uma custodiante de ativos. Nesse modelo, os usuários mantêm o controle total sobre seus fundos e sobre suas chaves privadas — as senhas criptográficas que dão acesso às criptomoedas. As negociações acontecem diretamente entre os participantes, sem que a carteira toque nos recursos.

Segundo a CryptoSlate, a empresa argumenta que esse modelo é fundamentalmente diferente de uma corretora tradicional, e que enquadrá-la nas mesmas regras seria um equívoco regulatório que limitaria a inovação sem proteger o consumidor de forma mais efetiva.

🔑 Custódia própria

O usuário guarda as próprias chaves privadas. A carteira não tem acesso direto aos fundos — é apenas uma interface de acesso.

📊 Perpétuos on-chain

Contratos futuros sem data de vencimento, executados em protocolos descentralizados diretamente na blockchain, sem corretora central.

⚖️ CFTC

Regulador federal americano responsável por supervisionar mercados de futuros e derivativos, incluindo produtos cripto classificados como commodities.

🏛️ Hyperliquid Policy Center

Braço de advocacy da exchange descentralizada Hyperliquid, que atua no lobby regulatório em Washington em favor de protocolos DeFi.

O que são contratos perpétuos e por que importam

Os contratos perpétuos (ou “perps”) são instrumentos financeiros que permitem especular sobre o preço de um ativo — como o Bitcoin — sem precisar comprá-lo diretamente. Diferente de um contrato futuro tradicional, não têm data de vencimento. São amplamente usados por traders para amplificar ganhos ou proteger posições.

No universo cripto, eles ganharam escala em plataformas descentralizadas, onde qualquer pessoa com uma carteira compatível pode operar sem criar conta em uma corretora centralizada. É justamente esse ponto que está no centro do debate regulatório: como classificar e supervisionar produtos financeiros sofisticados acessados por meio de uma carteira de software?

Por que isso afeta o usuário comum?

Se a CFTC decidir tratar carteiras de software como corretoras registradas, isso pode impor exigências como verificação de identidade (KYC) e relatórios financeiros às interfaces de acesso DeFi. Na prática, poderia tornar o acesso a esses produtos muito mais restrito para usuários individuais nos Estados Unidos — e sinalizar tendências regulatórias para outros países.

📌 Nota editorial

Esta notícia é baseada em informações publicadas pela CryptoSlate em 9 de julho de 2025. O KriptoHoje não tem acesso ao documento completo submetido à CFTC e apresenta as informações disponíveis publicamente até o momento da publicação.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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