A senadora democrata Elizabeth Warren quer respostas de Mark Zuckerberg sobre os planos da Meta com stablecoins — uma semana depois de a empresa lançar silenciosamente um piloto em dois países.
A senadora norte-americana Elizabeth Warren enviou uma série de questionamentos formais ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, exigindo detalhes sobre a suposta integração de uma stablecoin à plataforma da empresa. A movimentação política ocorre apenas uma semana após a Meta realizar um lançamento discreto dessa funcionalidade para criadores de conteúdo na Colômbia e nas Filipinas.
Segundo a Cointelegraph.com News, Warren manifestou preocupação com a escala potencial do projeto e com a ausência de transparência por parte da companhia. A senadora tem histórico de postura crítica em relação à expansão do setor cripto no mercado financeiro norte-americano, especialmente quando grandes corporações de tecnologia estão envolvidas.
O piloto conduzido pela Meta permite que criadores de conteúdo recebam pagamentos em stablecoin por meio das plataformas do grupo — que incluem Instagram, Facebook e WhatsApp. A escolha por países como Colômbia e Filipinas não é casual: ambos possuem populações com alto índice de trabalhadores que dependem de remessas internacionais, um mercado estratégico para soluções de pagamento digital de baixo custo.
A Meta iniciou testes com stablecoins para criadores na Colômbia e nas Filipinas, países com forte demanda por remessas internacionais de baixo custo.
Elizabeth Warren cobrou transparência de Zuckerberg sobre os planos de expansão, modelo regulatório e riscos para consumidores do projeto de stablecoin.
Com bilhões de usuários no Instagram, Facebook e WhatsApp, uma stablecoin nativa da Meta poderia movimentar volumes expressivos sem depender de bancos tradicionais.
O movimento ocorre em meio a debates no Congresso dos EUA sobre um marco regulatório para stablecoins, o que torna a iniciativa da Meta ainda mais sensível politicamente.
Não é a primeira vez que a Meta tenta entrar no universo das criptomoedas. Em 2019, a empresa anunciou o projeto Libra — depois rebatizado de Diem — que previa a criação de uma moeda digital lastreada em uma cesta de ativos. A iniciativa foi abandonada em 2022 após forte resistência regulatória nos Estados Unidos e na Europa. Agora, a empresa parece adotar uma estratégia mais cautelosa, com um escopo menor e foco inicial em mercados emergentes.
O que é uma stablecoin, afinal?
Stablecoins são criptomoedas projetadas para manter um valor estável, geralmente atreladas ao dólar americano ou a outro ativo de referência. Elas funcionam em redes blockchain — como o Ethereum — e são amplamente utilizadas para transferências internacionais, pagamentos e como reserva de valor dentro do ecossistema cripto. Diferentemente do Bitcoin, não são especulativas por natureza.
O tema das stablecoins corporativas ganhou nova relevância no cenário político norte-americano. O Congresso dos EUA debate, há meses, um projeto de lei específico para regulamentar esse tipo de ativo, e a entrada de uma gigante como a Meta no setor adiciona urgência ao processo legislativo. Para críticos como Warren, permitir que empresas de tecnologia operem suas próprias moedas digitais representa um risco sistêmico ao sistema financeiro.
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📌 Nota editorial
As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje não teve acesso ao conteúdo integral da carta enviada pela senadora Warren nem à resposta oficial da Meta até o fechamento desta edição.
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