Uma resolução bipartidária no Senado dos EUA sinaliza forte resistência a qualquer tentativa de clemência presidencial para Sam Bankman-Fried, fundador da extinta exchange FTX.
Os senadores norte-americanos Cynthia Lummis (republicana) e Ruben Gallego (democrata) apresentaram uma resolução formal no Senado dos Estados Unidos com o objetivo de manifestar oposição a qualquer perdão presidencial para Sam Bankman-Fried, o cofundador da exchange de criptomoedas FTX, atualmente cumprindo pena de 25 anos de prisão por fraude e outros crimes.
Segundo a BeInCrypto, a iniciativa reúne senadores de ambos os partidos — algo pouco comum no cenário político atual dos EUA — e reflete a gravidade com que o Congresso avalia o caso. A resolução não tem poder legal para bloquear um perdão presidencial, mas funciona como um sinal político explícito de resistência ao pedido de clemência que Bankman-Fried teria encaminhado ao Departamento de Justiça.
Para quem está começando a entender o universo cripto, vale contextualizar: a FTX foi uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo até seu colapso, em novembro de 2022, quando revelou-se que bilhões de dólares de clientes haviam sido utilizados de forma indevida. Se quiser entender melhor como funciona esse mercado, confira o guia completo de criptomoedas.
O que está em jogo no pedido de perdão
Bankman-Fried foi condenado em outubro de 2023 por um júri federal em Nova York por sete crimes, incluindo fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Em março de 2024, recebeu a sentença de 25 anos de prisão. Desde então, seu pedido de perdão presidencial permanece pendente no Departamento de Justiça dos EUA.
Apresentada pelos senadores Lummis e Gallego, a resolução bipartidária não tem força de lei, mas representa uma declaração formal do Senado contra qualquer clemência presidencial ao ex-CEO da FTX.
Em novembro de 2022, a FTX declarou falência após revelações de que fundos de clientes foram usados indevidamente. O prejuízo estimado ultrapassa US$ 8 bilhões, afetando milhões de usuários ao redor do mundo.
A iniciativa une um senador republicano e um democrata — sinal de que a oposição ao perdão transcende divisões partidárias e reflete preocupação ampla com a integridade do mercado de criptoativos.
O pedido de perdão de Bankman-Fried encontra-se sob análise no Departamento de Justiça dos EUA. Apenas o presidente da República tem o poder constitucional de conceder esse tipo de clemência.
Por que isso importa para o mercado cripto
O caso Bankman-Fried é considerado um dos maiores escândalos financeiros da história recente dos mercados digitais. A forma como a FTX operou — e o subsequente colapso — contribuiu diretamente para uma crise de confiança no setor de criptoativos em 2022 e 2023, afetando preços, regulação e a percepção do público em geral.
Contexto: o que é um perdão presidencial nos EUA?
Nos Estados Unidos, a Constituição confere ao presidente o poder de conceder perdões federais de forma unilateral, sem necessidade de aprovação do Congresso. Resoluções como a apresentada pelos senadores Lummis e Gallego servem como manifestação política, mas não têm capacidade legal de impedir a clemência presidencial. Ainda assim, representam pressão pública e institucional significativa.
A movimentação no Senado demonstra que, mesmo com o avanço de pautas favoráveis ao setor cripto nos últimos meses em Washington, os legisladores norte-americanos mantêm postura rígida em relação a casos de má gestão e fraude — e não estão dispostos a relativizar as condenações obtidas com base em provas sólidas.
📰 Nota editorial
As informações deste artigo têm como base a reportagem publicada pela BeInCrypto em seu portal oficial. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o público brasileiro, sem reproduzir trechos originais.
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