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Standard Chartered: DeFi pode chegar a US$ 2,7 tri em 2030

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O Standard Chartered projeta que o valor total bloqueado em protocolos DeFi pode chegar a US$ 2,7 trilhões até 2030, com a tokenização de ativos reais como principal combustível dessa expansão.

Um dos maiores bancos do mundo acaba de colocar um número expressivo sobre o futuro das finanças descentralizadas. O Standard Chartered publicou uma projeção indicando que o Total Value Locked (TVL) — métrica que mede o volume de ativos depositados em protocolos DeFi — pode atingir US$ 2,7 trilhões até 2030, partindo de um patamar ainda modesto perto de US$ 100 bilhões registrado em 2024.

Segundo a Exame.com, o banco britânico atribui esse crescimento a dois vetores centrais: a tokenização de ativos do mundo real (os chamados RWAs, ou Real World Assets) e a expansão orgânica do ecossistema nativo de criptomoedas. A instituição avalia que esses dois fatores atuarão de forma combinada para atrair liquidez em escala institucional para redes descentralizadas.

Para entender melhor o tema, vale um contexto: o que é DeFi e como funciona.

Tokenização como motor principal

A tokenização de ativos reais consiste em representar, em forma de tokens digitais em uma blockchain, direitos sobre bens físicos ou financeiros — como imóveis, títulos públicos, ações e recebíveis. Quando esses tokens passam a circular em protocolos DeFi, eles adicionam liquidez e diversificam o perfil de risco dos usuários nesses ambientes.

O Standard Chartered acredita que esse movimento já está em curso e deve se intensificar à medida que marcos regulatórios em diferentes jurisdições ofereçam maior segurança jurídica para emissores e investidores. O banco destaca ainda que grandes gestoras e tesourarias corporativas começam a enxergar o DeFi não mais como território exclusivo de entusiastas, mas como infraestrutura financeira alternativa.

📊 TVL projetado para 2030

US$ 2,7 trilhões em valor total bloqueado em protocolos DeFi, segundo o Standard Chartered — crescimento de mais de 27x frente ao nível de 2024.

🏦 Ativos tokenizados (RWAs)

Imóveis, títulos públicos e recebíveis representados em blockchain são apontados como o principal vetor de atração de liquidez institucional para o DeFi.

🌐 Crescimento nativo cripto

Além dos RWAs, a expansão orgânica do ecossistema — staking, empréstimos e DEXs — também é listada como motor relevante da projeção.

⚖️ Regulação como catalisador

O banco avalia que marcos regulatórios mais claros em diferentes países devem acelerar a entrada de instituições tradicionais no ecossistema DeFi.

Instituições tradicionais de olho no DeFi

A análise do Standard Chartered se soma a uma série de movimentos recentes de instituições financeiras tradicionais em direção ao ecossistema descentralizado. Bancos, gestoras e até tesourarias soberanas têm explorado tanto a emissão de tokens de ativos reais quanto o uso de infraestrutura blockchain para liquidação e custódia.

O que significa TVL de US$ 2,7 trilhões?

O Total Value Locked representa o total de criptoativos e tokens depositados em contratos inteligentes de protocolos DeFi — como plataformas de empréstimo, exchanges descentralizadas e pools de liquidez. Um TVL de US$ 2,7 trilhões colocaria o DeFi em escala comparável a alguns dos maiores gestores de ativos do mundo.

Vale lembrar que projeções de longo prazo no mercado cripto carregam incertezas consideráveis. O próprio setor já registrou ciclos abruptos de expansão e contração — o TVL global do DeFi chegou a superar US$ 180 bilhões no pico de 2021 antes de recuar drasticamente durante o mercado de baixa de 2022. A trajetória até 2030 dependerá de fatores como ambiente macroeconômico, evolução regulatória e segurança dos protocolos.

📰 Nota editorial

As projeções citadas neste artigo são de autoria do Standard Chartered e foram reportadas originalmente pela Exame.com. O KriptoHoje reproduz e contextualiza a informação com fins jornalísticos e educacionais.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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