Uma pesquisa da IBM aponta que a tokenização de ativos avança rapidamente no setor bancário, mas apenas 8% das instituições financeiras globais estão de fato preparadas para operar nesse novo modelo até 2026.
O setor bancário global está diante de uma transformação profunda impulsionada pela tokenização de ativos — processo que converte direitos sobre bens reais ou financeiros em registros digitais em uma blockchain. Mas, apesar do entusiasmo crescente, a grande maioria das instituições ainda não está preparada para essa virada. É o que indica um estudo divulgado pela IBM, segundo reportagem da InfoMoney.
De acordo com o levantamento, apenas 8% dos bancos ao redor do mundo possuem a maturidade operacional e tecnológica necessária para atuar de forma competitiva no ambiente de ativos digitais tokenizados até 2026. Os demais 92% ainda enfrentam lacunas significativas — seja na infraestrutura técnica, na cultura interna ou na capacidade de repensar seus modelos de negócio.
Para quem ainda está se familiarizando com o tema, vale entender o básico: a tokenização permite que ativos como imóveis, títulos de dívida, ações e até recebíveis sejam representados digitalmente e negociados em redes descentralizadas. O processo reduz a necessidade de intermediários tradicionais e pode tornar mercados até então restritos mais acessíveis. Para aprofundar os conceitos, confira o guia completo de criptomoedas da KriptoBR.
O que separa os bancos prontos dos demais
Segundo a InfoMoney, a IBM destaca que a diferença entre as instituições preparadas e as demais não está apenas na adoção da tecnologia em si. O fator determinante é a capacidade de reposicionar o modelo de negócio diante de um mercado com menos intermediação e mais ativos digitais em circulação.
Em outras palavras, simplesmente implementar uma solução de tokenização não é suficiente. Os bancos precisam repensar como geram receita, como se relacionam com clientes e quais serviços continuam sendo relevantes quando parte da infraestrutura tradicional é substituída por protocolos digitais.
Bancos prontos já integraram sistemas legados com plataformas blockchain, permitindo liquidação e registro de ativos digitais em tempo real.
Instituições maduras já identificaram como criar valor em um ambiente com menos intermediação, adaptando produtos e fontes de receita.
A capacidade de operar dentro dos marcos legais de ativos digitais em diferentes jurisdições é um diferencial competitivo crescente.
Equipes capacitadas em finanças digitais e disposição institucional para mudança estrutural são apontadas como fatores críticos pelo estudo.
Vencedores e perdedores de uma transição silenciosa
A IBM projeta que a tokenização tende a criar uma divisão clara no setor financeiro. Os bancos que agirem com antecedência — adaptando processos, tecnologia e estratégia — devem ocupar posições de destaque em um mercado de ativos digitais que, segundo diferentes projeções do setor, pode movimentar trilhões de dólares nas próximas décadas.
Já as instituições que tratarem a tokenização apenas como um projeto tecnológico periférico correm o risco de perder relevância à medida que concorrentes — incluindo fintechs e plataformas nativas do universo digital — passam a oferecer serviços similares com estruturas mais enxutas e custos menores.
O que é tokenização, afinal?
Tokenizar um ativo significa criar uma representação digital dele em uma rede blockchain. Esse token pode ser transferido, negociado ou fracionado de forma programável, sem necessidade de cartórios, câmaras de compensação ou outros intermediários tradicionais. O processo pode se aplicar a imóveis, títulos públicos, commodities, recebíveis e até obras de arte.
📰 Fonte
As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela InfoMoney, com base em estudo divulgado pela IBM sobre o grau de prontidão dos bancos globais para operar com ativos tokenizados até 2026. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para leitores iniciantes.
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