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Tokenização pode levar DeFi a US$ 2,7 tri até 2030

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O banco britânico Standard Chartered projeta que a tokenização de ativos reais pode ser o catalisador para levar o mercado de finanças descentralizadas a US$ 2,7 trilhões até 2030 — e eleva a Uniswap ao centro dessa tese.

Em relatório divulgado recentemente, o Standard Chartered traçou um cenário ambicioso para o setor de finanças descentralizadas (DeFi). Segundo o banco, a crescente adoção da tokenização de ativos do mundo real — como títulos públicos, imóveis e commodities — deve injetar liquidez suficiente para multiplicar o tamanho total do mercado DeFi em mais de dez vezes ao longo dos próximos anos.

A instituição destaca que o volume de ativos tokenizados em circulação ainda é marginal diante do potencial identificado, mas que a infraestrutura de protocolos descentralizados já está sendo preparada para absorver esse fluxo. Nesse contexto, o banco britânico aponta a Uniswap — maior protocolo de troca descentralizada em volume — como um dos principais beneficiários da expansão.

Segundo o Portal do Bitcoin, que divulgou os detalhes do relatório, o Standard Chartered projeta uma valorização de quase 40 vezes para o token UNI, nativo da Uniswap, com base no crescimento esperado de taxas e liquidez no ecossistema. A projeção, naturalmente, carrega premissas de adoção acelerada e ambiente regulatório favorável.

Leia tambem: o que é DeFi e como funciona.

Por que a tokenização é o fator central da tese

A lógica do relatório parte de uma premissa direta: ativos tradicionais tokenizados precisam de infraestrutura para circular, ser negociados e gerar rendimento. Os protocolos DeFi — especialmente as exchanges descentralizadas (DEXs) e os pools de liquidez — seriam os trilhos naturais para essa movimentação.

🏦 Ativos Tokenizados

Títulos públicos, imóveis e commodities representados em blockchain. O Standard Chartered vê esse mercado como o principal motor de crescimento do DeFi até 2030.

🔄 DEXs como infraestrutura

Exchanges descentralizadas como a Uniswap seriam os canais de negociação desses novos ativos, ampliando volume e, consequentemente, a arrecadação de taxas dos protocolos.

📈 Projeção para UNI

O banco projeta alta de quase 40 vezes para o token UNI, com base em modelos de receita futura da Uniswap atrelados ao crescimento do volume tokenizado.

🌐 Mercado DeFi total

O valor total bloqueado (TVL) no DeFi poderia alcançar US$ 2,7 trilhões até 2030, segundo o relatório — contra cifras ainda na casa dos bilhões atualmente.

Uniswap como termômetro do setor

A escolha da Uniswap como ativo de referência na tese do Standard Chartered não é casual. O protocolo, que opera sobre a rede Ethereum e outras blockchains compatíveis, detém historicamente a maior fatia do volume negociado em DEXs. Qualquer expansão significativa no DeFi tende a se refletir em sua movimentação.

Contexto: o que é o token UNI?

O UNI é o token de governança da Uniswap, o maior protocolo de exchange descentralizada do mundo. Detentores do token podem votar em propostas que afetam o protocolo, incluindo a eventual ativação de um mecanismo de distribuição de taxas — ponto central das projeções de valorização feitas pelo Standard Chartered.

Um dos gatilhos discutidos para a valorização do UNI é a chamada “fee switch” — a ativação de um mecanismo que redistribuiria parte das taxas cobradas nas negociações diretamente aos detentores do token. Essa mudança, que já foi debatida pela comunidade, poderia transformar o UNI de um ativo de governança pura em um ativo com fluxo de caixa associado.

O relatório do Standard Chartered, contudo, não ignora os riscos. Projeções de longo prazo no mercado cripto envolvem variáveis difíceis de controlar: concorrência entre protocolos, mudanças regulatórias em diferentes jurisdições e a velocidade real de adoção institucional da tokenização.

📌 Nota editorial

As projeções citadas nesta reportagem são de autoria do Standard Chartered e foram divulgadas pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje reproduz as informações com caráter jornalístico e não endossa nem contesta as estimativas apresentadas pelo banco.

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