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Vendas públicas de crypto têm pior trimestre em 5 anos

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ICOs, IEOs e IDOs captaram apenas US$ 58 milhões no segundo trimestre de 2026 — uma queda de 85% em relação ao período anterior e o pior resultado em cinco anos, segundo dados da CryptoRank.

O mercado de captações públicas de tokens atravessa um dos momentos mais fracos da última meia década. Segundo levantamento da plataforma de análise CryptoRank, divulgado pelo portal BeInCrypto, o segundo trimestre de 2026 deve encerrar com apenas US$ 58 milhões arrecadados por meio de ICOs (Initial Coin Offerings), IEOs (Initial Exchange Offerings) e IDOs (Initial DEX Offerings) — uma retração de 85% em comparação ao trimestre anterior.

O número contrasta com períodos de euforia do setor, quando projetos conseguiam levantar centenas de milhões de dólares em questão de horas. Para quem está começando a entender o ecossistema, vale consultar um guia completo de criptomoedas para entender como essas modalidades de captação funcionam dentro do mercado cripto.

O que são ICO, IEO e IDO?

Esses três formatos representam as principais formas de captação pública de recursos por projetos de criptomoedas. Embora tenham características distintas, todos envolvem a venda antecipada de tokens ao público em troca de capital — geralmente em Bitcoin, Ether ou stablecoins.

🪙 ICO — Initial Coin Offering

Venda direta de tokens pelo próprio projeto, sem intermediários. Foi o modelo dominante durante o boom de 2017-2018, mas sofreu forte escrutínio regulatório desde então.

🏦 IEO — Initial Exchange Offering

Captação realizada por meio de uma corretora centralizada, que faz a triagem dos projetos e garante liquidez imediata após o lançamento.

🔁 IDO — Initial DEX Offering

Venda de tokens em exchanges descentralizadas (DEX), sem necessidade de aprovação de uma corretora central. Ganhou força com a ascensão das finanças descentralizadas (DeFi).

Por que os números estão tão baixos?

Segundo a BeInCrypto, a CryptoRank aponta que o recuo reflete uma combinação de fatores: menor apetite dos investidores por ativos de alto risco, saturação do mercado com projetos de qualidade questionável e o deslocamento do capital para produtos mais consolidados, como ETFs de Bitcoin e ether negociados em bolsas tradicionais.

O cenário também indica que os investidores estão mais seletivos. Após anos de perdas em projetos que não entregaram o prometido, a due diligence — análise criteriosa antes de aportar recursos — passou a ser tratada com mais seriedade pela comunidade cripto.

Contexto: queda histórica em números

O volume de US$ 58 milhões captados no 2T26 representa uma queda de 85% frente ao trimestre anterior e configura o pior desempenho trimestral em cinco anos para captações públicas de tokens, de acordo com dados da CryptoRank compilados pela BeInCrypto.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela BeInCrypto com dados da plataforma de análise CryptoRank. O KriptoHoje não verificou os dados de forma independente e recomenda consultar as fontes originais para aprofundamento.

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