A OranjeBTC S.A. (OBTC3) fechou um acordo de R$ 210 milhões com a Itaú Asset Management para aquisição de Bitcoin, usando a própria criptomoeda como garantia da operação de crédito.
A OranjeBTC S.A. Educação e Investimento, listada na B3 sob o ticker OBTC3, anunciou uma captação de R$ 210 milhões junto à Itaú Asset Management Ltda.. Os recursos foram viabilizados por meio da emissão de títulos de dívida da companhia adquiridos pelo fundo do Itaú — e toda a operação tem o Bitcoin como peça central, tanto na destinação dos recursos quanto como garantia ao credor.
Segundo informações publicadas pela Livecoins, a estrutura do acordo prevê que a OranjeBTC utilize o capital captado para adquirir Bitcoin no mercado, e que a criptomoeda fique depositada como garantia de pagamento da dívida. Trata-se de um modelo de crédito lastreado em ativos digitais que ainda é pouco comum entre instituições financeiras tradicionais de grande porte no Brasil.
A operação chama atenção não apenas pelo volume, mas pela identidade do credor: o Itaú Unibanco, maior banco privado da América Latina, raramente aparece de forma tão direta em estruturas de crédito vinculadas a criptoativos. A participação da Itaú Asset no negócio sinaliza um movimento gradual de abertura do sistema financeiro convencional ao ecossistema cripto.
Como funciona a estrutura da operação?
A OranjeBTC emitiu títulos de dívida que foram comprados pela Itaú Asset Management. Com o capital obtido, a empresa adquire Bitcoin no mercado. A criptomoeda, por sua vez, fica depositada como garantia do credor até o vencimento da dívida — um modelo em que o próprio ativo financiado serve como colateral da operação.
A OranjeBTC é uma das empresas brasileiras que estruturou seus negócios em torno da exposição ao Bitcoin, com estratégia voltada tanto para educação financeira em criptoativos quanto para a construção de uma reserva da criptomoeda em balanço — modelo que guarda semelhanças com o adotado pela norte-americana Strategy (ex-MicroStrategy).
Braço de gestão de ativos do maior banco privado da América Latina adquiriu os títulos de dívida emitidos pela OranjeBTC.
O montante será integralmente destinado à aquisição de Bitcoin, conforme os termos do acordo divulgados pela companhia.
A criptomoeda adquirida fica depositada como garantia de pagamento ao credor — estrutura ainda incomum no crédito bancário tradicional brasileiro.
A OranjeBTC é uma empresa de capital aberto listada na Bolsa de Valores brasileira, o que torna a operação sujeita a regras de transparência e divulgação.
O movimento ocorre em um contexto em que companhias abertas ao redor do mundo têm adotado o Bitcoin como reserva estratégica de valor. No Brasil, esse fenômeno ainda engatinha, mas operações como a da OranjeBTC tendem a abrir precedentes — especialmente quando envolvem instituições financeiras do porte do Itaú.
Para investidores e analistas, o ponto de atenção está na estrutura de risco da operação: como o Bitcoin é um ativo de alta volatilidade, oscilações acentuadas no preço da criptomoeda podem impactar o valor da garantia oferecida ao credor, criando riscos adicionais que não existem em operações de crédito convencionais.
📌 Nota editorial
As informações desta reportagem foram apuradas com base em publicação da Livecoins. O KriptoHoje não confirmou os termos do acordo diretamente com a OranjeBTC ou com o Itaú até o fechamento desta edição.
Quer entender melhor como o Bitcoin funciona antes de acompanhar esse tipo de movimentação institucional? Leia também nosso guia completo de Bitcoin para iniciantes.
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