InícioRegulaçãoBrasilSenado propõe regras para fintechs de cripto e tokenização

Senado propõe regras para fintechs de cripto e tokenização

-

Um projeto de lei em tramitação no Senado busca criar um marco regulatório específico para empresas de tecnologia financeira que atuam com criptomoedas e tokenização de ativos no Brasil.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) apresentou o Projeto de Lei 3.572/2026, que propõe disciplinar os serviços digitais financeiros prestados por fintechs no país. A proposta abrange empresas que operam com criptomoedas, tokenização de ativos e outros serviços financeiros baseados em tecnologia.

Segundo a Livecoins, o texto está em avaliação pelo Congresso Nacional e tem como objetivo equilibrar inovação tecnológica com segurança jurídica para consumidores e empresas do setor.

O projeto estabelece critérios de funcionamento para empresas de base tecnológica que atuam no mercado financeiro digital, buscando preencher lacunas regulatórias ainda existentes no ordenamento jurídico brasileiro para esse segmento.

O que o PL 3.572/2026 pretende regulamentar

A proposta do senador Braga mira diretamente em três frentes do mercado financeiro digital: as plataformas de negociação de criptoativos, as empresas especializadas em tokenização de ativos do mundo real e os demais serviços financeiros digitais que ainda operam em zonas cinzentas da regulação.

🏛️ Marco regulatório

O PL 3.572/2026 busca criar regras claras de funcionamento para fintechs que atuam com criptoativos e tokenização no Brasil.

🔐 Segurança jurídica

A proposta visa proteger consumidores e dar previsibilidade legal às empresas do setor de tecnologia financeira digital.

🪙 Tokenização inclusa

Empresas que operam com tokenização de ativos reais também estariam sob o escopo da nova regulação, segundo o texto apresentado.

⚖️ Inovação e controle

O projeto tenta equilibrar o estímulo à inovação tecnológica com mecanismos de supervisão e controle do setor financeiro.

Contexto: regulação cripto no Brasil

O Brasil já deu passos relevantes na regulação de criptoativos. A Lei 14.478/2022, sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro, estabeleceu as bases para a supervisão das exchanges de criptomoedas e foi regulamentada posteriormente pelo Banco Central. No entanto, o segmento de fintechs de base tecnológica que atuam com tokenização ainda carece de diretrizes específicas.

A iniciativa do senador Braga surge, portanto, como um complemento a esse arcabouço regulatório, com foco nas empresas que não se enquadram perfeitamente nas categorias já previstas pela legislação vigente.

O que é tokenização de ativos?

Tokenização é o processo de representar ativos do mundo real — como imóveis, obras de arte ou títulos financeiros — em formato digital na blockchain. Cada token equivale a uma fração do ativo original, permitindo negociação mais ágil, transparente e acessível. O mercado global de tokenização de ativos é estimado em trilhões de dólares nos próximos anos, segundo projeções do setor.

O Bitcoin, a maior criptomoeda do mundo por capitalização de mercado, foi o ativo que popularizou o conceito de moedas digitais descentralizadas. Entender sua estrutura é fundamental para compreender o universo mais amplo de criptoativos e fintechs que o projeto do senador Braga pretende regulamentar.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📌 Nota editorial

O PL 3.572/2026 ainda está em fase de avaliação no Congresso Nacional e não foi votado até o fechamento desta reportagem. As informações aqui descritas são baseadas no texto inicial apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), conforme divulgado pela Livecoins.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Proteja seus criptoativos com uma hardware wallet

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conhecer a KriptoBR

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Circuit breaker na bolsa: S&P 500 caiu 3,8% e chegou perto

O S&P 500 caiu 3,8% com a derrocada das ações de semicondutores e chegou perto de acionar a pausa geral de negociações. Entenda como o mecanismo funciona.

MPSP faz bloqueio de criptomoedas em Gibraltar de R$ 2,3 milhões

O Ministério Público de SP obteve na Justiça de Gibraltar o bloqueio de cerca de R$ 2,3 milhões em criptomoedas e dólares de um investigado, que não foi identificado.

Hack da BitMart: fundador admite equipe de segurança reduzida

O fundador da BitMart afirmou que a equipe de segurança está muito reduzida durante a reestruturação. Analistas apontaram transferências suspeitas que podem ter ligação com o hack do Mercado Bitcoin.

STF nega recurso de hacker que pediu 0,15 bitcoin de resgate

A ministra Cármen Lúcia negou seguimento a habeas corpus de condenado por extorsão após ataque DDoS a provedor do Tocantins. A pena de seis anos e quatro meses foi mantida.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR