A Receita Federal do Brasil registrou R$ 283 bilhões em criptoativos declarados no primeiro semestre de 2026 — o último antes de a plataforma DeCripto passar a ser obrigatória no país.
A Receita Federal do Brasil (RFB) divulgou na última quinta-feira (27) os dados referentes ao volume de criptomoedas declaradas por brasileiros no primeiro semestre de 2026. O montante total chegou a R$ 283 bilhões, representando um crescimento em relação aos dois semestres anteriores e consolidando uma tendência de alta na transparência fiscal do setor.
Os números revelam ainda uma participação relevante de exchanges estrangeiras nas declarações, o que indica que brasileiros mantêm volume expressivo de ativos digitais em plataformas sediadas fora do país — um ponto de atenção para o fisco diante das mudanças regulatórias que se aproximam.
Segundo a Livecoins, este é o último relatório semestral antes de a DeCripto — nova sistemática de declaração e controle de criptoativos da Receita Federal — entrar oficialmente em vigor, o que deve alterar de forma significativa a forma como o órgão coleta e processa essas informações.
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O que os dados da Receita Federal revelam
R$ 283 bilhões em criptomoedas declarados por brasileiros no 1º semestre de 2026, com alta em relação aos períodos anteriores.
Parte relevante do volume declarado está custodiada em plataformas estrangeiras, reforçando o desafio de rastreabilidade para o fisco brasileiro.
Este é o último relatório antes da implantação da DeCripto, nova plataforma que modernizará a declaração de criptoativos no Brasil.
O volume supera os dois semestres anteriores, sugerindo que mais brasileiros estão formalizando a posse de criptoativos perante a Receita.
O que é a DeCripto e por que importa
A DeCripto é o novo sistema da Receita Federal voltado à declaração periódica de criptoativos por pessoas físicas e jurídicas no Brasil. Com a plataforma, o órgão pretende unificar e automatizar o processo de coleta de informações sobre posse e movimentação de ativos digitais, reduzindo inconsistências e ampliando o cruzamento de dados com exchanges nacionais e internacionais.
A expectativa é que, a partir da entrada em vigor do sistema, a fiscalização sobre criptomoedas se torne mais eficiente e o número de contribuintes em conformidade aumente — seja por maior conscientização, seja pela maior capacidade de monitoramento por parte do fisco.
Contexto: fiscalização em expansão
Desde 2019, a Receita Federal exige que exchanges brasileiras reportem mensalmente as movimentações de seus usuários. Com a DeCripto, essa malha se expande também ao contribuinte pessoa física, que passará a ter obrigações declaratórias mais frequentes e estruturadas — não apenas no momento do Imposto de Renda anual.
📰 Nota editorial
Os dados citados nesta reportagem foram divulgados pela Receita Federal do Brasil e noticiados originalmente pelo portal Livecoins. O KriptoHoje analisou as informações e as reapresenta em contexto jornalístico, sem acesso aos microdados originais da RFB.
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