InícioRegulaçãoBrasilCoinext fecha as portas e amplia crise de exchanges no Brasil

Coinext fecha as portas e amplia crise de exchanges no Brasil

-

A Coinext anunciou o encerramento de suas atividades após quase uma década, apontando a regulação do Banco Central como fator decisivo — e se torna mais um nome em uma crescente lista de exchanges que deixaram o mercado brasileiro.

A Coinext, uma das corretoras de criptomoedas mais antigas do Brasil, confirmou o encerramento de suas operações depois de quase dez anos de atuação no mercado nacional. A empresa foi além do simples comunicado: atribuiu parte da responsabilidade pelo fechamento às exigências regulatórias impostas pelo Banco Central do Brasil, que nos últimos anos passou a endurecer as regras para exchanges que operam no país.

O anúncio não veio de forma isolada. Segundo o Portal do Bitcoin, a Coinext se junta à NovaDAX e à Digitra em um movimento que já começa a ser chamado de onda de fechamentos. As três plataformas encerraram ou reduziram drasticamente suas operações em um curto intervalo de tempo, sinalizando que o ambiente regulatório atual está impondo custos e barreiras difíceis de absorver para exchanges de médio porte.

O que está por trás dos fechamentos

A regulação do mercado de criptoativos no Brasil ganhou força após a aprovação do marco legal do setor em 2022 e a posterior regulamentação pelo Banco Central, que passou a exigir das exchanges estrutura de compliance, controles de prevenção à lavagem de dinheiro e adequação a normas prudenciais mais rígidas. Para empresas menores, o custo de adaptação pode ser proibitivo.

Além dos custos operacionais, a competição com grandes plataformas internacionais — que possuem estrutura robusta e reservas para absorver exigências regulatórias — coloca as exchanges nacionais de menor porte em desvantagem estrutural. O resultado, na prática, tem sido a saída gradual de players históricos do ecossistema brasileiro.

🏦 Coinext

Encerrou operações após quase dez anos no mercado. A empresa citou diretamente o aperto regulatório do Banco Central como fator determinante para a decisão.

🌐 NovaDAX

Outra veterana que passou a reduzir sua presença no Brasil. Operação impactada por mudanças no ambiente regulatório e de compliance.

🔒 Digitra

Plataforma que também encerrou ou suspendeu operações no período recente, ampliando o quadro de retração do mercado doméstico de exchanges.

O que isso significa para o investidor brasileiro?

O fechamento de exchanges nacionais reforça a importância de o investidor não manter seus ativos custodiados exclusivamente em plataformas de terceiros. A autocustódia — guardar as próprias chaves privadas em dispositivos seguros — é uma alternativa que elimina o risco de contraparte em situações de encerramento abrupto de uma corretora.

Para quem mantinha saldo na Coinext, a orientação da empresa aos usuários sobre prazos e procedimentos de retirada deve ser acompanhada de perto. Situações de encerramento de exchanges historicamente exigem atenção redobrada dos clientes para garantir o resgate dos fundos dentro dos prazos estabelecidos.

Leia também: guia completo de criptomoedas.

📰 Nota editorial

A reportagem original sobre o encerramento da Coinext foi publicada pelo Portal do Bitcoin. O KriptoHoje reapurou e contextualizou as informações com base em fontes públicas disponíveis.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Seus cripto ficam seguros mesmo se uma exchange fechar?

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conheça as Hardware Wallets

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
Newsletter

As notícias que movem o mercado, sem ruído

Um resumo do que realmente importou em cripto e economia, direto no seu e-mail. Sem hype e sem recomendação de investimento.

Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Golpe de bitcoin: jovem perde US$ 1,15 milhão de clientes em bet

Elmin Redzepagic, de 25 anos, confessou ter desviado US$ 1,15 milhão de mais de dez vítimas em Connecticut e perdido tudo em apostas na Stake. A sentença sai em janeiro de 2027.

Hack da Drift: invasor envia US$ 61 milhões em ETH à Tornado Cash

O invasor da Drift enviou US$ 61 milhões em ETH à Tornado Cash e ainda mantém US$ 194 milhões. O ataque de 1º de abril foi atribuído a um grupo norte-coreano.

Bybit pede licença cripto ao Banco Central do Brasil

A Bybit protocolou no Banco Central o pedido para atuar como SPSAV no Brasil, dez dias antes do prazo de 30 de outubro, e destinou cerca de R$ 30 milhões ao capital local.

Phishing na NGRAVE: ataque causa perdas de US$ 2,65 milhões

Hackers sequestraram notificações do app LIQUID, da NGRAVE, e levaram cerca de US$ 2,65 milhões. A Bitquery rastreou US$ 2,16 milhões até contas na Hyperliquid.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR