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Cronos apaga 2h de transações para reverter ataque de US$ 111 mi

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A blockchain Cronos tomou uma medida extrema: apagou duas horas de transações de sua rede para conter uma exploração avaliada em US$ 111 milhões — mas parte dos fundos ainda não foi recuperada.

A rede Cronos, blockchain desenvolvida pela exchange Crypto.com, passou por uma situação incomum no ecossistema cripto: para conter os efeitos de um ataque que movimentou cerca de US$ 111 milhões em ativos, os responsáveis pelo protocolo optaram por reverter aproximadamente duas horas de histórico de transações. A medida foi confirmada pela própria equipe da rede.

A reversão, tecnicamente chamada de rollback, é uma das intervenções mais polêmicas possíveis em redes blockchain, pois coloca em xeque um dos princípios fundamentais da tecnologia: a imutabilidade dos registros. Ao desfazer o histórico, a Cronos cancelou não apenas as transações maliciosas, mas também todas as operações legítimas realizadas no mesmo período.

Segundo o Portal do Bitcoin, que acompanhou o caso, a reversão não foi suficiente para recuperar a totalidade dos recursos explorados. A Cronos confirmou que US$ 9,19 milhões continuam desaparecidos mesmo após o rollback — valor que os responsáveis pelo protocolo ainda tentam rastrear e recuperar.

💸 Volume do ataque

A exploração movimentou aproximadamente US$ 111 milhões em ativos na rede Cronos durante o período do incidente.

⏱️ Janela revertida

Cerca de duas horas de transações foram apagadas do histórico, incluindo operações legítimas de usuários comuns.

❌ Fundos ainda perdidos

Mesmo após o rollback, US$ 9,19 milhões seguem desaparecidos, segundo dados oficiais da Cronos.

🔗 Rede afetada

A Cronos é a blockchain nativa da Crypto.com, compatível com a EVM e voltada para DeFi e aplicações descentralizadas.

O que é um rollback e por que é tão controverso

Um rollback de blockchain consiste em reverter o estado da rede a um ponto anterior no tempo, descartando todos os blocos minerados ou validados após aquele momento. É uma operação tecnicamente possível em redes com governança centralizada ou com maioria de validadores cooperando, mas raramente executada justamente pelo impacto sobre a confiabilidade do sistema.

No caso da Cronos, usuários que realizaram transações completamente alheias ao ataque durante o intervalo revertido tiveram suas operações desfeitas. Isso significa que transferências, trocas em protocolos DeFi e outras interações com a rede precisaram ser refeitas — gerando confusão e potenciais prejuízos para quem dependia da finalidade daquelas transações.

Imutabilidade em xeque

O episódio reacende o debate sobre até que ponto redes blockchain com governança mais centralizada diferem de sistemas financeiros tradicionais. Quando uma rede pode “apagar” seu próprio histórico para corrigir erros, o conceito de registro imutável passa a ser relativo — e isso tem implicações diretas para a confiança dos usuários no ecossistema.

Segurança em cripto: o que os usuários podem fazer

Ataques a protocolos de blockchain e DeFi continuam frequentes em 2026. Para quem mantém criptoativos, a custódia própria — especialmente por meio de hardware wallets — segue sendo a recomendação técnica mais sólida para proteger fundos contra vulnerabilidades em contratos inteligentes, exchanges e protocolos de terceiros.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📌 Nota editorial

As informações sobre o ataque à Cronos e o rollback foram apuradas com base em reportagem do Portal do Bitcoin. O KriptoHoje acompanhará desdobramentos sobre a recuperação dos US$ 9,19 milhões ainda desaparecidos.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atua no atendimento a clientes de carteiras de hardware e acompanha incidentes de segurança que afetam usuários finais.
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Beatriz Pacheco
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atua no atendimento a clientes de carteiras de hardware e acompanha incidentes de segurança que afetam usuários finais.

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