A Bitget foi alvo do maior ataque hacker do ano no mercado cripto, com US$ 351 milhões desviados. Investigações apontam para grupos ligados ao regime norte-coreano, que domina o cenário global de crimes cibernéticos no setor.
A exchange de criptomoedas Bitget foi vítima do maior roubo cripto registrado em 2026 até agora. Segundo informações publicadas pelo portal BlockTrends, US$ 351 milhões foram desviados em um ataque sofisticado que levou investigadores a rastrear conexões com grupos hackers patrocinados pela Coreia do Norte.
O incidente voltou a acender o alerta sobre a vulnerabilidade das plataformas centralizadas de negociação de ativos digitais. A Bitget é uma das maiores exchanges globais por volume, o que torna o episódio ainda mais preocupante para o ecossistema como um todo.
Coreia do Norte: 75% dos roubos cripto do ano
Dados da empresa de inteligência blockchain TRM Labs, citados pela BlockTrends, revelam que grupos vinculados ao governo norte-coreano já são responsáveis por 75% de todos os furtos de criptomoedas registrados em 2026. O número evidencia uma escalada sem precedentes nas operações cibernéticas do regime de Pyongyang contra o setor financeiro digital.
O principal grupo suspeito é o Lazarus Group, célula de hackers associada ao Estado norte-coreano e já responsável por ataques históricos como o roubo de US$ 625 milhões à rede Ronin, em 2022. Analistas acreditam que os fundos obtidos nessas operações financiam diretamente o programa de armas do regime.
US$ 351 milhões desviados da Bitget, tornando o episódio o maior hack cripto de 2026.
Grupos ligados à Coreia do Norte respondem por 75% de todos os roubos cripto registrados em 2026, segundo a TRM Labs.
O Lazarus Group, célula hacker estatal norte-coreana, é apontado pelas investigações como o provável executor do ataque.
O ataque reforça o risco estrutural de manter grandes volumes de criptoativos custodiados em plataformas centralizadas.
O padrão dos ataques norte-coreanos
Segundo a BlockTrends, os ataques atribuídos a grupos norte-coreanos seguem um padrão operacional sofisticado: engenharia social para comprometer funcionários-chave, exploração de vulnerabilidades em contratos inteligentes ou sistemas internos, e uso de mixers e pontes cross-chain para dificultar o rastreamento dos fundos após o desvio.
Após o ataque, os valores costumam ser fragmentados em carteiras intermediárias e convertidos gradualmente — um processo que pode durar meses. Agências de rastreamento blockchain como a TRM Labs e a Chainalysis monitoram esses fluxos, mas a recuperação dos ativos raramente ocorre na totalidade.
A custódia própria nunca foi tão relevante
Ataques a exchanges centralizadas reforçam o princípio básico da segurança em cripto: “not your keys, not your coins”. Manter ativos em carteiras de autocustódia — especialmente hardware wallets — é a forma mais eficaz de se proteger contra esse tipo de incidente, já que os fundos nunca ficam expostos nos servidores de terceiros.
Para usuários que desejam se proteger, o primeiro passo é entender como funcionam as boas práticas de segurança digital no universo cripto.
Leia tambem: como blindar suas criptomoedas contra roubos.
📰 Nota editorial
As informações sobre o ataque à Bitget e os dados sobre participação norte-coreana em roubos cripto foram originalmente reportados pelo portal BlockTrends, com base em relatórios da TRM Labs. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente.
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