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STJ mantém prisão de irmãos hackers da Sinqia por lavagem

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O Superior Tribunal de Justiça rejeitou o pedido da defesa e manteve presos Sidnei e Cleiton Borakouski, suspeitos de invadir a fintech Sinqia e lavar mais de R$ 47 milhões por meio de criptomoedas.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liberdade aos irmãos hackers da Sinqia, Sidnei Borakouski e Cleiton Tobias Borakouski. A decisão, publicada nesta sexta-feira (16), mantém a prisão preventiva da dupla. Segundo a Livecoins, eles são investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, o grupo converteu em criptomoedas recursos subtraídos de diversas instituições bancárias, com o objetivo de esconder a origem ilícita do dinheiro.

Decisão do STJ sobre os irmãos hackers da Sinqia

A ministra Nilsoni de Freitas assinou a rejeição do recurso da defesa. Ela destacou a gravidade concreta das condutas e o alto grau de sofisticação do grupo. Em trecho citado pela fonte, a decisão afirma que o esquema envolveu “elevadíssimo grau de sofisticação tecnológica”, com a invasão de sistemas de uma empresa de tecnologia financeira de grande porte.

A defesa alegou que não havia fatos novos para justificar a manutenção da prisão e que o Estado já tem em mãos as provas recolhidas nas buscas. O argumento não convenceu. O tribunal considerou o risco de apagamento de provas, dada a especialidade dos acusados no uso de redes descentralizadas.

💰 R$ 20 milhões

Valor em criptomoedas transferido para a Pactolo Contábil, empresa da qual os dois aparecem como sócios administradores.

📊 Mais de R$ 47 milhões

Volume total movimentado pelo esquema, por meio de contratos falsos, segundo a investigação.

Empresa de fachada e risco de fuga

Auditores do núcleo de crimes cibernéticos rastrearam o caminho do dinheiro após o ataque. Parte dele foi enviada, em cripto, à Pactolo Contábil, que teria servido para tentar limpar os valores.

A corte também apontou risco de fuga para o exterior. Os procuradores alertaram que há valores milionários ainda fora do alcance das autoridades, e a soltura daria aos suspeitos acesso a esses recursos. O acórdão diz que, diante da expressividade dos valores e da possibilidade de que parte deles continue à disposição dos investigados, o risco é factível.

Recuperação dos ativos é condição central

Segundo a decisão, a devolução integral dos ativos desviados segue como condição primordial para qualquer flexibilização das restrições de liberdade dos acusados.

Pedido de prisão domiciliar negado

A defesa pediu prisão domiciliar para Sidnei, alegando a necessidade de cuidar de um filho autista. O pedido foi rejeitado por falta de documentos que comprovassem que outros familiares não poderiam assumir esses cuidados.

O que isso significa para quem investe no Brasil

O caso mostra que a Justiça brasileira acompanha o uso de criptomoedas em esquemas de lavagem e que o rastreamento dos fundos faz parte das investigações. Também reforça a importância da segurança digital de empresas e usuários.

Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📌 Nota editorial

Os acusados são investigados e a decisão trata de medida cautelar. As informações são da Livecoins.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Marcio Fagundes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com configuração de carteiras de hardware e diagnóstico de problemas de autocustódia relatados por clientes.

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