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Brasil Bitcoin pede autorização ao Bacen via CNPJ da Brasil 8

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Para cumprir o prazo de 30 de outubro, administradores usaram o CNPJ da Brasil 8 no pedido ao Banco Central. O sócio minoritário, dono de 40%, reagiu na Justiça e chama a nova empresa de clandestina.

A Brasil Bitcoin solicitou ao Banco Central do Brasil (BCB) a autorização para operar como corretora de criptomoedas, mas o pedido saiu pelo CNPJ da Brasil 8. O protocolo foi feito na quinta-feira (15), em meio a uma disputa entre os sócios. Segundo a Livecoins, o pedido ainda não era público e costuma levar um ou dois dias úteis para aparecer no site do BCB.

Por que a Brasil Bitcoin usou outro CNPJ

A disputa envolve Erick Crus, dono de 40% do negócio, e Marco Castellari e Jorge de Almeida, que detêm os 60% restantes. A Brasil 8 nasceu no mesmo endereço da Brasil Bitcoin, mas apenas com Castellari e Almeida na sociedade.

Jorge de Almeida, CEO e administrador, disse à reportagem que a divergência gerou um impasse para concluir os atos necessários ao protocolo. Por isso, os administradores recorreram à Brasil 8 para atender ao prazo final de 30 de outubro definido pelo Banco Central.

O que a administração promete aos clientes

Almeida afirma que marca, plataforma e site seguem os mesmos. Mudariam apenas pontos de bastidor, como termos de uso adequados à regulação e dados bancários para depósitos e saques. Segundo ele, não há prejuízo ao usuário e a equipe continua intacta no novo negócio.

A reação do sócio minoritário

Também na quinta-feira, Erick Crus apresentou petição na Justiça empresarial paulista contra os sócios e a Brasil Bitcoin. O processo não tramita em sigilo. Ele chama a Brasil 8 de “corretora clandestina dos administradores”.

Crus sustenta que ativos como domínio, clientes e plataforma foram transferidos sem seu conhecimento. Na prática, a empresa da qual é sócio ficaria sem clientes e sem autorização. Ele pede a devolução do domínio e acesso aos sistemas para seguir com o pedido ao BCB, com urgência. O caso aguarda análise do Judiciário.

⚖️ Reunião de 12 de outubro

Havia julgado a saída de Crus, mas foi arquivada após recurso dele, por não seguir os prazos corretos de defesa.

📅 Nova reunião

A administração convocou nova assembleia para 23 de outubro, para deliberar sobre a exclusão dele por justa causa.

Segundo a Livecoins, o juiz negou os demais pedidos urgentes de Crus, como afastar os administradores, nomear um administrador provisório e impor bloqueios de infraestrutura. A devolução ou bloqueio do domínio também foi negada neste momento. A suspensão da reunião do dia 12 não impede encontros futuros.

O que isso significa para quem investe no Brasil

Corretoras de criptomoedas precisam agora de licença do Banco Central para operar no país. Para clientes da Brasil Bitcoin, a administração diz que nada muda na experiência. Ainda assim, a disputa societária e o pedido feito por outro CNPJ seguem em aberto, e o desfecho depende do BCB e da Justiça.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📝 Nota editorial

As informações refletem o noticiado pela Livecoins. Os pontos em disputa ainda dependem de decisões judiciais e da análise do Banco Central.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
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