A exchange OKX deu o primeiro passo entre as maiores plataformas do setor e pediu ao Banco Central autorização para operar no país, a poucos dias do fim do prazo para as empresas de criptomoedas.
A corretora internacional OKX, sediada nas ilhas Seychelles, protocolou no Banco Central o pedido para se tornar uma sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV). Segundo a Exame, o pedido de OKX licença no Brasil foi entregue na sexta-feira, 16.
A entrega ocorre pouco antes de 30 de outubro, data-limite para que todas as empresas que atuam com criptomoedas no país enviem ao BC o pedido de autorização. Quem não protocolar a solicitação ficará proibido de operar com cripto no Brasil.
OKX licença no Brasil: o que a empresa afirma
A licença de SPSAV envolve requisitos de governança, capital mínimo e compliance. A OKX diz que o pedido está alinhado à Resolução 520 do BC, publicada no ano passado.
A norma exige práticas como segregação patrimonial, contas individualizadas em reais por meio de um parceiro de banking as a service e prova de reservas verificável on-chain.
Opera de forma regulada na União Europeia, sob o MiCA, e tem licenças em Singapura, 47 estados dos EUA, Emirados Árabes Unidos, Austrália e outras jurisdições.
Pelo ranking Livecoins, é a quarta maior em volume nas últimas 24 horas, atrás de Binance, Foxbit e BrasilBitcoin. Chegou ao Brasil em 2023.
Quem mais já pediu autorização
Hoje, Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil, Onda Finance e Wynx Exchange têm pedidos sob análise do BC. A Crown, emissora da stablecoin de real BRLV, protocolou o seu na quinta-feira.
Em setembro, o BC indeferiu o pedido de registro da Higherway Tech Soluções, conhecida como Higher Global.
Prazo se aproxima
Com a OKX, a largada das maiores exchanges no processo de autorização foi dada. Até 30 de outubro, as demais plataformas precisam protocolar seus pedidos para continuar atuando no país.
O que isso significa para quem investe no Brasil
Quem usa a OKX ou outras corretoras deve acompanhar se a plataforma protocolou o pedido no prazo, já que a falta de solicitação impede a operação no país. Protocolar o pedido, porém, não equivale à aprovação: os processos seguem em análise pelo BC.
Em um cenário de mais regras, manter o controle das próprias chaves é um tema recorrente. Leia também: guia completo de criptomoedas.
📝 Nota editorial
As informações sobre o pedido e sobre as demais empresas foram apuradas pela Exame. O resultado da análise do Banco Central ainda não foi divulgado.
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