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Ataques a investidores cripto: Brasil é o 4º do mundo em lista

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Após busca com agentes de IA, a lista de ataques de chave inglesa mantida por Jameson Lopp passou de 700 casos, e o Brasil saltou de 12 para 35 ocorrências, ficando em quarto lugar no ranking mundial.

O desenvolvedor Jameson Lopp atualizou a sua lista de ataques físicos contra detentores de criptomoedas, e os ataques a investidores cripto registrados no Brasil passaram de 12 para 35. Segundo a Livecoins, o país agora ocupa a quarta posição mundial.

Esses episódios são conhecidos como ataques de chave inglesa. A lista reúne casos públicos e serve, entre outros objetivos, para lembrar que a segurança física é tão importante quanto a digital.

Busca com IA dobrou o número de casos

A atualização contou com o usuário Pizza Bitcoiner, que usou ferramentas de inteligência artificial para localizar ocorrências que haviam ficado de fora de contribuições anteriores. O total ultrapassou 700 registros.

Em nota, Lopp afirmou que o arquivo ficou muito mais preciso, mas que o número total de ataques conhecidos praticamente dobrou. Ele parabenizou o colaborador por encontrar centenas de novos relatos.

O próprio Lopp consta entre as vítimas: ele sofreu uma tentativa de extorsão e teve a casa invadida pela polícia em 2017, após uma falsa denúncia.

Ranking por país

🇫🇷 França: 85 casos

Lidera a lista.

🇺🇸 Estados Unidos: 77 casos

Segundo colocado.

🇹🇼 Taiwan: 51 casos

Em terceiro lugar.

🇧🇷 Brasil: 35 casos

Eram 12 antes da atualização, com 23 casos adicionados.

Casos no Brasil: onde e quando

São Paulo aparece com seis incidentes e o Rio de Janeiro com quatro. Santa Catarina e Goiás somam dois cada. Ceará, Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul têm um caso cada.

O episódio mais recente ocorreu em Ribeirão Preto (SP). Em julho, câmeras de segurança flagraram falsos policiais sequestrando um influenciador e levando cerca de R$ 750 mil em criptomoedas.

Um mês antes, outro influenciador foi sequestrado em Vitória (ES). Ele conseguiu fugir, mas os criminosos realizaram uma transação de R$ 15.000 em cripto.

Anos mais violentos coincidem com máximas do Bitcoin

Os anos com mais casos no país foram 2025, com oito, e 2021, com sete. Em ambos, o Bitcoin marcou máxima histórica de preço, o que, segundo a Livecoins, pode ter levado vítimas a exibir ganhos e atrair criminosos. Em 2026, há três casos até agora.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A lista contabiliza apenas casos públicos. Ocorrências sem registro policial ou em segredo de justiça ficam de fora, então o número real tende a ser diferente do divulgado.

O dado reforça o ponto central do projeto: proteger as chaves é só parte da segurança, e a exposição pública de patrimônio também importa. A lista completa está disponível no GitHub.

Leia também: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

📌 Nota editorial

Os números vêm da lista pública de Jameson Lopp, citada pela Livecoins. O aumento reflete, em boa parte, a ampliação da busca por casos antigos, e não necessariamente uma alta súbita de crimes.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Especializada em orientação a novos usuários de autocustódia e em prevenção a golpes envolvendo criptoativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Amanda Gomes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Especializada em orientação a novos usuários de autocustódia e em prevenção a golpes envolvendo criptoativos.

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