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Hackers norte-coreanos roubam US$ 2,1 bi em cripto em 2025

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Grupos patrocinados pelo governo da Coreia do Norte já desviaram US$ 2,1 bilhões em criptoativos apenas em 2025, consolidando-se como a maior ameaça individual à segurança do ecossistema cripto global.

A firma de segurança blockchain CertiK divulgou uma análise que aponta um dado alarmante: agentes ligados ao Estado norte-coreano são responsáveis por 60% de todas as perdas em criptomoedas registradas no mundo em 2025. O montante acumulado chega a US$ 2,1 bilhões — e o ano ainda não terminou.

Segundo a Decrypt, o relatório da CertiK detalha como esses grupos evoluíram suas táticas, passando a utilizar redes complexas de transferências entre diferentes blockchains — as chamadas operações cross-chain — para dificultar o rastreamento dos fundos pelas autoridades.

O maior ataque individual atribuído a esses agentes em 2025 foi o assalto à exchange Bybit, em fevereiro, quando mais de US$ 1,4 bilhão em ativos digitais foram drenados em uma única operação. O episódio foi classificado como um dos maiores roubos de criptomoedas da história.

O que diz a CertiK

De acordo com o relatório, os grupos norte-coreanos não atuam mais de forma oportunista. Eles conduzem operações estruturadas e de longo prazo, infiltrando equipes de tecnologia de projetos cripto com identidades falsas e explorando vulnerabilidades de contratos inteligentes com nível de sofisticação comparável ao de grandes empresas de segurança ofensiva.

Como funciona a lavagem dos fundos roubados

Após os roubos, os valores não desaparecem imediatamente. A CertiK descreve um processo de lavagem em múltiplas etapas, no qual os fundos são fragmentados, convertidos entre diferentes tokens e movidos por dezenas de carteiras intermediárias antes de serem consolidados.

🔀 Pontes cross-chain

Os ativos são movidos entre blockchains distintas para romper trilhas de auditoria e dificultar o congelamento por exchanges centralizadas.

🪙 Mixers e protocolos de privacidade

Ferramentas de ofuscação de transações são usadas para fragmentar os valores e tornar a origem dos fundos rastreável apenas parcialmente.

🕵️ Identidades falsas em projetos

Hackers infiltram equipes de desenvolvimento de protocolos DeFi e exchanges como funcionários fictícios para obter acesso privilegiado a sistemas internos.

⏳ Paciência estratégica

Parte dos fundos roubados permanece inativa por meses antes de ser movimentada, aguardando que a vigilância das autoridades se dissipe.

O relatório reforça que os ataques não miram apenas grandes exchanges. Protocolos DeFi, bridges e até carteiras individuais de alto patrimônio estão na mira dos grupos. A engenharia social — como e-mails de phishing e ofertas de emprego falsas — segue sendo uma das principais portas de entrada.

Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📌 Nota editorial

Os dados citados nesta reportagem são provenientes do relatório publicado pela CertiK, empresa especializada em auditoria de segurança blockchain, e foram primeiro divulgados pelo portal Decrypt. O KriptoHoje não realizou verificação independente dos valores e metodologias utilizados na análise.

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