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FTX: escritório e auditora pagam US$ 66 mi em acordo

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A firma de advocacia Fenwick & West e a auditora da extinta exchange FTX concordaram em pagar, juntas, US$ 66 milhões para encerrar ações movidas por clientes que alegam ter sido prejudicados pela fraude da plataforma.

O colapso da FTX, em novembro de 2022, gerou uma série de processos judiciais que vão muito além do julgamento de seu fundador, Sam Bankman-Fried. Agora, dois dos prestadores de serviços que trabalharam para a exchange — um escritório de advocacia e uma empresa de auditoria — aceitaram um acordo milionário para encerrar as queixas apresentadas por clientes que perderam recursos na plataforma.

Segundo o portal The Block, a firma de advocacia Fenwick & West e a auditora da FTX concordaram em pagar um total de US$ 66 milhões para resolver as reclamações dos clientes relacionadas à fraude. O acordo encerra uma das frentes judiciais abertas contra parceiros comerciais da exchange depois de sua derrocada.

A Fenwick & West negou qualquer irregularidade no âmbito deste acordo. Vale destacar que o escritório ainda enfrenta uma ação judicial separada, no valor de US$ 525 milhões, movida no estado de Washington — processo que não é coberto pelo acordo anunciado agora.

O que foi a FTX?

A FTX era uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo. Em novembro de 2022, a plataforma entrou em colapso após revelações de que fundos de clientes teriam sido usados indevidamente pela empresa afiliada Alameda Research. O fundador Sam Bankman-Fried foi condenado por fraude em 2023 e sentenciado a 25 anos de prisão.

Por que prestadores de serviço são processados?

Quando uma empresa comete fraude em larga escala, investidores e clientes prejudicados frequentemente buscam responsabilizar não apenas os executivos diretamente envolvidos, mas também terceiros que prestaram serviços à companhia. A lógica jurídica é que escritórios de advocacia e auditoras poderiam ter identificado — ou deveriam ter identificado — indícios de irregularidades durante o período em que prestavam assessoria.

No caso da FTX, os processos contra prestadores de serviços buscam recuperar ao menos parte dos bilhões de dólares perdidos pelos usuários da plataforma. Acordos como o anunciado agora são comuns nesse tipo de litígio: a empresa aceita pagar um valor sem reconhecer culpa, encerrando o processo de forma mais rápida e previsível do que um julgamento.

⚖️ Acordo atual

Fenwick & West e a auditora aceitam pagar US$ 66 milhões para encerrar ações de clientes da FTX. O escritório nega qualquer irregularidade.

🏛️ Processo separado

A Fenwick & West ainda responde a uma ação de US$ 525 milhões em Washington, que não é coberta por este acordo e segue em aberto.

Para quem está começando no universo cripto, episódios como o da FTX reforçam a importância de entender como funcionam as exchanges e quais riscos estão envolvidos ao manter recursos em plataformas de terceiros. Conhecer o básico antes de operar pode fazer uma grande diferença.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

📰 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pelo The Block. O KriptoHoje não teve acesso independente aos documentos do processo e se baseia nas informações divulgadas publicamente pela imprensa especializada.

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Amanda Gomes
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Especializada em orientação a novos usuários de autocustódia e em prevenção a golpes envolvendo criptoativos.

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