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Hack da Binance: entrevista falsa e IA levaram a roubo de US$ 6,3 bi

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A Binance divulgou um relatório inicial sobre o maior roubo da história cripto: de uma ferramenta de IA adulterada a uma falsa entrevista de emprego, os invasores avançaram por etapas até chegar às carteiras.

O hack da Binance, que somou US$ 6,3 bilhões em criptomoedas, teve origem em uma operação planejada por meses. A corretora afirmou nesta terça-feira (3) que os criminosos usaram uma entrevista de emprego falsa para comprometer um computador e, depois, uma ferramenta interna de inteligência artificial para ganhar controle sobre carteiras da empresa. As informações são da Reuters, publicadas pela InfoMoney.

Segundo a InfoMoney, o ataque ocorreu em 29 de outubro e é descrito como o maior roubo da história do setor. O FBI atribuiu a ação a um grupo norte-coreano de hackers, algo que a Coreia do Norte rejeita. A Binance diz que está reembolsando todos os clientes que perderam dinheiro.

Como o hack da Binance aconteceu, passo a passo

O relatório inicial da corretora mostra uma sequência de falhas encadeadas, e não um único erro. Veja a cronologia informada.

🛠️ Junho

Um funcionário da equipe de desenvolvimento de carteiras baixou uma ferramenta de IA adulterada. A Binance detectou o problema, trocou o dispositivo e alterou credenciais, mas as funções dele e de colegas ficaram expostas ao hacker.

🎭 Setembro

Um segundo engenheiro, em busca de emprego, baixou um repositório de código malicioso após uma entrevista que parecia legítima, com reunião virtual com o presidente-executivo de uma empresa fictícia.

🔓 20 de outubro

O invasor usou o computador comprometido e uma ferramenta interna de IA para controlar o sistema do primeiro desenvolvedor e a máquina de um segundo desenvolvedor da mesma equipe.

💥 29 de outubro

O hacker usou o computador do segundo desenvolvedor, com credenciais roubadas do primeiro, e acionou um script malicioso para lançar o ataque.

Pedido de desculpas e resposta da corretora

No relatório, a Binance afirmou: “Isso não deveria ter acontecido, e pedimos desculpas pela preocupação, pelos transtornos e pela incerteza que isso causou aos nossos usuários, parceiros e ao setor como um todo”.

Como resposta, a empresa disse que vai ampliar o investimento em detecção baseada em IA. Também trabalha na criação de um fundo de pesquisa em segurança e em iniciativas específicas com empresas líderes em inteligência artificial.

Falha humana como porta de entrada

Pelo relato da Binance, o ataque dependeu de engenharia social e de ferramentas de uso cotidiano de desenvolvedores, como softwares de programação e repositórios de código. A cadeia só chegou às carteiras porque credenciais e máquinas ficaram acessíveis ao invasor.

O que isso significa para quem investe no Brasil

A Binance é a maior corretora de criptomoedas do mundo, segundo a fonte, e o caso reforça um ponto conhecido: ativos mantidos em plataformas dependem da segurança de terceiros. A empresa diz que reembolsa os clientes afetados, mas o episódio mostra como golpes de falsas ofertas de emprego e softwares adulterados podem atingir qualquer pessoa que lide com código ou acessos sensíveis.

Leia também: como blindar suas criptomoedas contra roubos.

📝 Nota editorial

O relatório da Binance é inicial, e a autoria do ataque foi atribuída pelo FBI a um grupo norte-coreano, o que a Coreia do Norte nega. Novos detalhes podem surgir.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atua no atendimento a clientes de carteiras de hardware e acompanha incidentes de segurança que afetam usuários finais.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Beatriz Pacheco
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atua no atendimento a clientes de carteiras de hardware e acompanha incidentes de segurança que afetam usuários finais.

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