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Bitcoin e juros: mercado de bonds vira o novo risco

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O mercado de títulos americanos virou o jogo: em vez de apostarem em cortes, traders de bonds passaram a precificar alta de juros pelo Fed até o final de 2026, mudando o cenário para o Bitcoin.

Durante meses, a narrativa dominante nos mercados cripto era de que cortes de juros pelo Federal Reserve funcionariam como combustível para o Bitcoin. A lógica era simples: juros menores reduzem o custo de oportunidade de ativos sem rendimento fixo, favorecendo posições em criptomoedas. Essa aposta, porém, começou a se desfazer em maio de 2025.

Segundo a CryptoSlate, a Bloomberg reportou em 22 de maio que traders do mercado de títulos já precificavam integralmente uma alta de pelo menos 25 pontos-base na taxa de referência do Fed até o fim de 2026. Os chamados interest rate swaps — instrumentos financeiros que refletem as expectativas do mercado para os juros futuros — apontavam para uma trajetória ascendente, não mais descendente.

No mesmo dia, o governador do Fed Christopher Waller declarou publicamente que o banco central deveria abandonar seu viés de afrouxamento monetário. A declaração reforçou a percepção de que a janela para cortes de juros em 2025 estava se fechando, ou ao menos sendo postergada de forma significativa.

O que mudou na equação do Bitcoin?

A chamada “Fed cut trade” — estratégia de acumular ativos de risco na expectativa de cortes de juros — foi uma das teses mais repetidas para justificar a alta do Bitcoin em 2024 e início de 2025. Com o mercado de bonds sinalizando o caminho inverso, esse racional perde força. O próprio mercado de títulos, historicamente considerado o “porto seguro” da economia global, começa a ser encarado como uma fonte de risco sistêmico.

A inversão da narrativa tem implicações diretas para a forma como investidores institucionais posicionam o Bitcoin em seus portfólios. Se antes a criptomoeda era tratada como uma aposta no afrouxamento monetário, agora sua correlação com o cenário macroeconômico fica mais nebulosa — e, para alguns analistas, potencialmente mais independente.

📈 Expectativa anterior

Mercado precificava cortes de juros pelo Fed em 2025, o que impulsionava ativos de risco como o Bitcoin dentro da chamada “Fed cut trade”.

⚠️ Novo cenário

Interest rate swaps passaram a indicar alta de pelo menos 25 bps até o fim de 2026, com o governador Waller pedindo o abandono do viés dovish do Fed.

🏦 Bonds como risco

O mercado de títulos americanos, antes visto como refúgio, começa a ser tratado como vetor de instabilidade — mudando a leitura de risco para toda a classe de ativos.

₿ Impacto no Bitcoin

Com a tese dos cortes de juros perdendo força, analistas debatem se o Bitcoin pode descorrelacionar do macro ou se seguirá sob pressão junto com outros ativos de risco.

Vale lembrar que o mercado de títulos americanos movimenta dezenas de trilhões de dólares e serve como referência global para o custo do dinheiro. Quando os yields dos bonds sobem — o que acontece quando os preços caem —, o apetite por ativos mais arriscados tende a diminuir. A dinâmica atual, portanto, coloca o mercado de renda fixa no centro das atenções de quem acompanha o Bitcoin de perto.

📰 Fonte

As informações desta reportagem são baseadas em publicação da CryptoSlate de 22 de maio de 2025, que cita dados da Bloomberg e declarações do governador do Fed Christopher Waller. Acesse o texto original em cryptoslate.com.

Para quem está começando a entender como o cenário macroeconômico afeta o Bitcoin, recomendamos o guia completo de Bitcoin para iniciantes, que explica os fundamentos da criptomoeda e seu contexto no sistema financeiro global.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
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