A gestora Fidelity Digital Assets identificou o que chama de “evidências crescentes” de uma mudança estrutural nos sistemas de liquidação globais, com nações e bancos centrais buscando alternativas ao dólar americano.
A Fidelity Digital Assets, braço de ativos digitais da gigante americana de gestão de investimentos Fidelity, divulgou uma análise apontando sinais concretos de que o domínio do dólar como principal sistema de liquidação global pode estar sendo questionado. Segundo o relatório, Estados soberanos e bancos centrais estão ampliando posições em ativos como Bitcoin e ouro como forma de diversificação fora da esfera de controle dos Estados Unidos.
Segundo a Cointelegraph.com News, a firma destacou que essa tendência não representa um evento isolado, mas sim um movimento estrutural e gradual que vem ganhando tração entre economias que buscam reduzir sua exposição e dependência ao sistema financeiro liderado pelos EUA.
O documento da Fidelity aponta que a adoção institucional de Bitcoin por parte de governos e instituições monetárias é um dos elementos mais relevantes nesse contexto. O ativo passa a ser visto não apenas como reserva de valor especulativa, mas como instrumento de soberania financeira — uma forma de manter liquidez internacional sem depender de sistemas como o SWIFT ou de ativos denominados em dólares.
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O que está mudando nos sistemas de liquidação global
A análise da Fidelity chega em um momento em que blocos econômicos como o BRICS discutem ativamente alternativas ao dólar para transações internacionais. Países como China, Rússia e Índia já avançaram em acordos bilaterais que contornam o sistema financeiro tradicional baseado na moeda americana.
Nações soberanas começam a considerar Bitcoin como ativo de reserva, ao lado do ouro, para diversificar fora do sistema dólar.
O ouro retoma protagonismo como ativo neutro de liquidação, enquanto economias emergentes buscam reduzir exposição ao dólar.
Bitcoin é apontado como instrumento de liquidez internacional independente de sistemas como o SWIFT ou do controle americano.
A Fidelity classifica o fenômeno como uma tendência de longo prazo, não um evento isolado, com evidências acumulando ao longo do tempo.
O que diz a Fidelity Digital Assets
De acordo com o relatório da gestora, há “evidências crescentes” de que Estados e bancos centrais estão ativamente construindo sistemas alternativos de liquidação que não dependem do dólar. A firma aponta que esse processo é gradual, mas consistente — e que ativos como Bitcoin e ouro ocupam papel central nessa reconfiguração geopolítica e financeira.
A posição da Fidelity reforça um argumento que vem ganhando espaço entre analistas macroeconômicos: a de que a hegemonia do dólar, embora ainda dominante, enfrenta pressões sem precedentes desde o fim do padrão ouro em 1971. A combinação de sanções econômicas, endividamento americano crescente e avanço de moedas digitais soberanas cria um ambiente propício para experimentos com sistemas alternativos.
Vale destacar que a Fidelity não é uma voz periférica nesse debate. A gestora administra trilhões de dólares em ativos e opera um dos maiores ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos, lançado em janeiro de 2024 após aprovação da SEC. Sua análise carrega, portanto, peso institucional considerável.
📌 Nota editorial
As conclusões da Fidelity Digital Assets são baseadas em análise proprietária da gestora e refletem a visão institucional da empresa. Este conteúdo jornalístico apresenta as informações do relatório sem endossar ou contestar suas premissas. Para a íntegra da análise, consulte os canais oficiais da Fidelity Digital Assets.
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