O CEO do maior banco americano acusa o executivo da Coinbase de gastar centenas de milhões para aprovar uma lei de criptomoedas — e promete reagir.
Jamie Dimon, presidente-executivo do JPMorgan Chase, voltou a demonstrar sua postura crítica em relação ao setor de criptomoedas. Desta vez, o alvo foi Brian Armstrong, CEO da Coinbase, maior exchange de criptoativos dos Estados Unidos. Segundo reportagem do The Block, Dimon afirmou publicamente que Armstrong estaria destinando centenas de milhões de dólares para pressionar a aprovação do chamado Clarity Act — um projeto de lei que busca estabelecer um marco regulatório claro para ativos digitais no país.
O Clarity Act, se aprovado, definiria quais criptomoedas seriam classificadas como commodities e quais se enquadrariam como valores mobiliários (securities), dividindo a supervisão entre a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) e a Securities and Exchange Commission (SEC). Para a indústria cripto, a lei representaria maior segurança jurídica. Para Dimon, representa um risco que ele pretende combater ativamente.
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O que está em jogo com o Clarity Act
Segundo a The Block, Dimon não poupou palavras ao descrever sua oposição ao projeto. O executivo argumenta que a legislação proposta poderia enfraquecer salvaguardas do sistema financeiro tradicional e abrir brechas para riscos sistêmicos associados aos criptoativos. O JPMorgan é um dos maiores defensores de uma regulação mais rígida para o setor.
Projeto de lei americano que busca definir regras claras sobre quais criptoativos são commodities e quais são securities, dividindo a fiscalização entre CFTC e SEC.
Dimon prometeu combater o Clarity Act, alegando que a lei pode criar brechas no sistema financeiro e reduzir proteções para o mercado tradicional.
Brian Armstrong e a Coinbase estão entre os principais apoiadores do Clarity Act, investindo pesado em lobby para ver o projeto aprovado no Congresso americano.
Se aprovado, o Clarity Act daria maior segurança jurídica ao mercado cripto americano, podendo influenciar regulações ao redor do mundo, inclusive no Brasil.
Disputa entre Wall Street e o mercado cripto
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