A Coinbase bloqueou US$ 3 milhões vinculados a redes de fraude cripto no Sudeste Asiático, enquanto operações internacionais envolvendo EUA, Emirados, China, Áustria e Albânia intensificam o cerco a golpistas.
A exchange Coinbase confirmou o congelamento de aproximadamente US$ 3 milhões em criptoativos diretamente associados a redes de fraude operadas no Sudeste Asiático. A medida faz parte de um esforço mais amplo de combate a esquemas criminosos que utilizam plataformas digitais para enganar vítimas ao redor do mundo.
Segundo a Cointelegraph.com News, autoridades de diversos países têm intensificado ações conjuntas contra a infraestrutura desses golpes ao longo de 2025, com operações coordenadas envolvendo agências dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, China, Áustria e Albânia. O alcance global das investigações evidencia a natureza transnacional dessas organizações criminosas.
Entre os esquemas mais recorrentes identificados pelas autoridades estão os chamados pig butchering scams — golpes em que criminosos cultivam relacionamentos afetivos ou de confiança com as vítimas antes de induzi-las a investir em plataformas fraudulentas de criptomoedas. Muitas dessas operações são conduzidas a partir de complexos controlados por grupos criminosos na Birmânia, Camboja e Tailândia.
Leia também: como identificar golpes com criptomoedas.
Como funcionam as redes de fraude no Sudeste Asiático
As redes identificadas pelas autoridades operam de forma altamente organizada. Trabalhadores — muitas vezes vítimas de tráfico humano — são forçados a conduzir golpes digitais em nome de organizações criminosas. O uso de criptomoedas facilita a movimentação e a lavagem dos recursos obtidos de forma ilícita, dificultando o rastreamento.
Golpistas constroem laços de confiança com vítimas antes de induzi-las a depositar fundos em exchanges falsas, desaparecendo com o dinheiro em seguida.
As redes operam em múltiplos países simultaneamente, usando estruturas descentralizadas para dificultar investigações e o bloqueio de ativos.
A Coinbase agiu em coordenação com autoridades para congelar US$ 3 milhões antes que os fundos pudessem ser transferidos ou convertidos.
EUA, Emirados Árabes, China, Áustria e Albânia participaram de operações conjuntas em 2025 para desmantelar a infraestrutura dos golpes.
O papel das exchanges no combate às fraudes
Plataformas como a Coinbase têm investido em sistemas de monitoramento on-chain para identificar padrões suspeitos de movimentação. A colaboração entre exchanges e agências governamentais tem se mostrado um dos mecanismos mais eficazes para interromper o fluxo de recursos de origem ilícita antes que sejam ocultados por técnicas de mixing ou chain-hopping.
A pressão sobre os grupos criminosos do Sudeste Asiático também ganhou reforço com operações do FBI voltadas especificamente para o desmantelamento da infraestrutura tecnológica utilizada nesses esquemas, incluindo servidores, carteiras digitais e aplicativos falsos distribuídos fora das lojas oficiais.
O cenário reforça a importância de que usuários de criptomoedas adotem práticas rigorosas de segurança e desconfiem de oportunidades de investimento apresentadas por desconhecidos em redes sociais ou aplicativos de mensagens. A custódia própria dos ativos, por meio de carteiras de hardware, é uma das formas mais recomendadas por especialistas para reduzir a exposição a esse tipo de golpe.
📌 Nota editorial
As informações desta reportagem são baseadas em cobertura original da Cointelegraph.com News. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o público brasileiro, sem reproduzir trechos do texto original.
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