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Stablecoins: volume supera capitalização como métrica principal

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O volume de transações com stablecoins cresceu até cinco vezes desde o início de 2024, enquanto a capitalização de mercado dobrou — um sinal de que a atividade real superou o simples acúmulo de liquidez.

Durante anos, a capitalização de mercado foi usada como principal termômetro do peso das stablecoins no ecossistema cripto. A lógica era simples: quanto mais dólares digitais em circulação, maior a influência desses ativos. Mas um novo conjunto de dados está mudando essa leitura.

Segundo a Coinbase Institutional, relatado pela CryptoSlate, o volume de transações ajustado por entidade com stablecoins cresceu entre quatro e cinco vezes desde janeiro de 2024 — enquanto a oferta total em circulação apenas dobrou no mesmo período. Essa divergência indica que cada unidade de stablecoin está sendo usada com muito mais frequência do que antes.

Para quem está começando a entender o universo cripto, vale uma explicação: stablecoins são criptomoedas cujo valor é atrelado a uma moeda tradicional, geralmente o dólar americano. Elas funcionam como uma ponte entre o sistema financeiro convencional e as redes blockchain. Para se aprofundar no tema, confira o guia completo de criptomoedas.

Por que o volume importa mais do que o estoque?

A capitalização de mercado mede o estoque de stablecoins — ou seja, quantos tokens existem em circulação num dado momento. É um dado útil para avaliar a liquidez disponível no sistema, mas não diz nada sobre o quanto essa liquidez está sendo efetivamente utilizada.

O volume de transações, por outro lado, revela o fluxo: quantas vezes esses ativos mudam de mãos, em que velocidade e para quais finalidades. Uma rede com US$ 200 bilhões em circulação que processa US$ 1 trilhão em transações mensais está sendo muito mais utilizada do que outra com o mesmo estoque, mas apenas US$ 100 bilhões em movimentações.

📈 Oferta em circulação

A capitalização total de stablecoins aproximadamente dobrou desde janeiro de 2024, refletindo maior liquidez disponível nas redes blockchain.

⚡ Volume de transações

O volume ajustado por entidade cresceu entre 4x e 5x no mesmo período — indicando que cada dólar digital está girando muito mais rápido do que antes.

🏦 Comparação com o sistema tradicional

Redes de stablecoins operam 24 horas por dia, 7 dias por semana — inclusive nos fins de semana, quando bancos e sistemas de liquidez interbancária ficam offline.

🌍 Adoção global

Parte do crescimento do volume está ligada ao uso de stablecoins em economias emergentes como alternativa à volatilidade cambial local e aos altos custos de remessa.

Uma rede de US$ 1 trilhão que não para no fim de semana

O título do estudo citado pela CryptoSlate faz referência a uma velocidade de liquidação oito vezes maior do que o sistema bancário americano em determinados cenários — especialmente porque as redes blockchain não têm horário de funcionamento. Enquanto transferências interbancárias nos EUA podem levar dias úteis para compensar, transações com stablecoins são liquidadas em segundos, a qualquer hora.

O que é “volume ajustado por entidade”?

Trata-se de uma metodologia que filtra transações internas de uma mesma carteira ou plataforma — como movimentações entre endereços de uma exchange — para contabilizar apenas transferências entre partes distintas. O objetivo é evitar a distorção causada por volume artificial, tornando a métrica mais fiel ao uso real da rede.

Segundo a CryptoSlate, essa lacuna crescente entre capitalização e volume sugere que analistas e investidores precisam atualizar as métricas que utilizam para avaliar o peso das stablecoins no mercado. A capitalização continua relevante para medir reservas e liquidez disponível, mas o volume conta uma história diferente — e, segundo os dados recentes, mais dinâmica.

📌 Nota editorial

Os dados citados nesta reportagem são provenientes de análise da Coinbase Institutional, conforme reportagem publicada pela CryptoSlate. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou as informações para o público brasileiro, sem reproduzir trechos originais.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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