Um homem do estado de Washington foi sentenciado a cinco anos de prisão após ajudar golpistas estrangeiros a movimentar US$ 100 milhões em recursos ilícitos por meio de criptomoedas e contas bancárias.
Geoffrey K. Auyeung, residente de Washington (EUA), foi condenado a cinco anos de prisão federal por participar de um esquema de lavagem de dinheiro que envolveu mais de US$ 100 milhões originados de fraudes digitais. A sentença foi proferida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e divulgada publicamente nesta semana.
Segundo o The Block, Auyeung atuava como intermediário financeiro para fraudadores baseados no exterior, recebendo os recursos obtidos por meio de golpes digitais e convertendo-os em criptoativos e transferências bancárias para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
O caso expõe uma prática crescente entre redes criminosas internacionais: o uso de laranjas locais — pessoas físicas em países com sistemas financeiros mais regulados — para dar aparência de legitimidade a transações ilícitas e dificultar a atuação das autoridades.
Como o esquema funcionava
De acordo com o DOJ, Auyeung recebia os valores provenientes de golpes digitais aplicados pelas organizações criminosas estrangeiras. Em seguida, os recursos eram fragmentados e movimentados por meio de contas bancárias e criptomoedas, técnica conhecida como “layering” (camadas), que tem o objetivo de apagar o rastro da origem ilegal do dinheiro antes de reintegrá-lo ao sistema financeiro regular.
O volume movimentado — US$ 100 milhões — ilustra a escala que esquemas de lavagem via criptoativos podem atingir quando organizados por redes transnacionais. Para o DOJ, a condenação de Auyeung é parte de um esforço mais amplo de responsabilização de todos os elos dessas cadeias criminosas, não apenas dos líderes das operações.
Geoffrey K. Auyeung foi sentenciado a 5 anos de prisão federal nos EUA por lavagem de dinheiro.
Mais de US$ 100 milhões foram lavados por meio de criptoativos e contas bancárias para cobrir a origem ilícita.
Os recursos eram provenientes de fraudes digitais aplicadas por organizações criminosas estrangeiras.
A condenação foi anunciada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), que investiga redes transnacionais de lavagem.
O caso reforça o alerta para usuários comuns: golpes digitais com criptomoedas frequentemente envolvem múltiplas camadas de participantes, muitos dos quais podem nem ter consciência plena do crime em que estão sendo envolvidos. A ignorância, contudo, não é aceita como excludente de responsabilidade pelos tribunais.
🔍 Nota editorial
As informações deste artigo foram baseadas em reportagem publicada pelo The Block e em comunicado oficial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). O KriptoHoje não teve acesso independente aos autos do processo judicial.
Leia tambem: como identificar golpes com criptomoedas.
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