A Bitmine, empresa associada ao analista Tom Lee, voltou a ampliar sua reserva de Ether com uma compra de US$ 41 milhões — mesmo registrando perdas contábeis próximas de US$ 10 bilhões em suas posições.
A Bitmine, empresa de capital aberto ligada ao reconhecido analista de mercado Tom Lee, realizou uma nova aquisição expressiva de Ethereum (ETH): cerca de US$ 41 milhões em tokens, conforme revelam dados registrados diretamente na blockchain. A operação reforça a estratégia da companhia de acumular ETH como ativo principal de sua tesouraria corporativa.
Segundo a The Block, a compra foi rastreada por dados onchain e representa mais um passo dentro de uma expansão descrita como agressiva pela própria empresa. A Bitmine vem acelerando o ritmo de aquisições de Ether mesmo diante de um cenário contábil delicado: a companhia acumula uma perda não realizada de quase US$ 10 bilhões sobre suas posições — um número que, vale ressaltar, não representa saída efetiva de caixa, mas sim a diferença entre o preço médio de compra e a cotação atual dos ativos.
A estratégia da Bitmine lembra, em estrutura, a abordagem adotada pela MicroStrategy (hoje Strategy) com o Bitcoin: usar o balanço corporativo para acumular um único ativo digital de forma contínua, independentemente das oscilações de curto prazo. No caso da Bitmine, o ativo escolhido é o Ethereum, a segunda maior criptomoeda do mundo por capitalização de mercado.
Leia tambem: guia completo de Ethereum.
US$ 41 milhões em ETH adquiridos na operação mais recente, conforme dados onchain rastreados pela The Block.
Quase US$ 10 bilhões em perdas contábeis no papel sobre o total acumulado — sem impacto direto em caixa até eventual venda.
Modelo de tesouraria corporativa concentrada em ETH, similar ao que a Strategy aplica com Bitcoin desde 2020.
Transações identificadas diretamente na blockchain pública do Ethereum e reportadas pela The Block.
Perdas no papel não freiam acumulação
A postura da Bitmine sinaliza que a liderança da empresa — incluindo Tom Lee, um dos analistas de mercado mais seguidos de Wall Street — mantém convicção de longo prazo no Ethereum independentemente da volatilidade. Perdas contábeis não realizadas são comuns em estratégias de acumulação: elas só se materializam caso os ativos sejam efetivamente vendidos abaixo do preço de compra.
Tom Lee é cofundador da Fundstrat Global Advisors e ficou conhecido por suas projeções otimistas sobre o Bitcoin ainda nos primeiros anos de adoção institucional. Sua associação com a Bitmine traz visibilidade extra para cada movimento da companhia, tornando as compras onchain um tema de interesse amplo entre investidores institucionais e de varejo.
O movimento ocorre em um contexto em que diversas empresas listadas em bolsa vêm testando estratégias de tesouraria baseadas em criptoativos. Embora o modelo seja controverso por concentrar risco em ativos voláteis, defensores argumentam que oferece proteção contra a desvalorização de moedas fiduciárias e acesso a um ativo com oferta previsível — no caso do ETH, com dinâmica deflacionária após a atualização The Merge.
📰 Nota editorial
As informações desta reportagem têm como base publicação da The Block, veículo especializado em cobertura do mercado cripto, que rastreou as transações diretamente nos dados onchain do Ethereum. O KriptoHoje não verificou de forma independente os dados da blockchain.
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