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Stablecoins com Rendimento Perdem US$ 3,5 bi no 2º Tri

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Após três anos de expansão ininterrupta, as stablecoins cripto-nativas com rendimento registraram uma queda expressiva no segundo trimestre de 2025, perdendo US$ 3,5 bilhões em oferta circulante.

O mercado de stablecoins com rendimento — aquelas que pagam algum tipo de retorno ao detentor — passou por uma reversão relevante no segundo trimestre de 2025. Segundo dados divulgados pela Cointelegraph.com News, a oferta total desse segmento recuou cerca de 15% no período, encerrando uma sequência de crescimento que durava desde meados de 2022.

Os principais responsáveis pela contração foram o sUSDe, da Ethena, e o sUSDS, vinculado ao protocolo Sky (anteriormente MakerDAO). Ambos os tokens representam versões “com stake” de stablecoins cripto-nativas, ou seja, o rendimento é gerado por mecanismos internos ao ecossistema de finanças descentralizadas, sem lastro direto em ativos do mundo real.

Para quem está começando a entender esse universo, vale a leitura do guia completo de criptomoedas, que explica os fundamentos do mercado antes de mergulhar em produtos mais complexos como stablecoins com rendimento.

O que são stablecoins com rendimento?

Uma stablecoin com rendimento é um ativo digital que mantém paridade com uma moeda fiduciária (geralmente o dólar americano) e, ao mesmo tempo, distribui retornos ao seu detentor. Esses retornos podem vir de diferentes fontes: protocolos de empréstimo descentralizados, operações de arbitragem em mercados de derivativos ou até mesmo de títulos públicos do governo dos Estados Unidos.

A distinção entre os dois grandes grupos desse mercado é importante: de um lado estão os produtos cripto-nativos (como sUSDe e sUSDS), cujo rendimento depende da dinâmica interna do DeFi; do outro, os produtos lastreados em ativos do mundo real, como títulos do Tesouro americano (os chamados RWAs — Real World Assets).

📉 sUSDe (Ethena)

Token com rendimento cripto-nativo que contraiu significativamente no 2T25, puxando a média geral do segmento para baixo.

📉 sUSDS (Sky/MakerDAO)

Versão com stake do USDS, também recuou no trimestre, refletindo menor apetite por produtos DeFi em meio à incerteza de mercado.

📈 BUIDL (BlackRock)

Fundo tokenizado da BlackRock lastreado em Títulos do Tesouro dos EUA seguiu em expansão, atraindo capital institucional.

📈 USYC e USDY

Outros produtos lastreados em Tesouros americanos que também registraram crescimento no período, consolidando a tendência de migração para RWAs.

Por que os produtos lastreados em Tesouros cresceram?

Enquanto os produtos cripto-nativos encolhiam, os tokens lastreados em títulos públicos americanos seguiram na direção oposta. BUIDL (da BlackRock), USYC e USDY registraram crescimento no mesmo período, segundo a reportagem da Cointelegraph.com News.

A lógica por trás dessa migração está na percepção de risco. Com taxas de juros ainda elevadas nos Estados Unidos, títulos do Tesouro oferecem retornos considerados mais previsíveis e menos expostos à volatilidade do mercado de criptomoedas. Para investidores institucionais que buscam eficiência operacional em blockchain sem abrir mão de segurança, esses produtos se tornaram uma alternativa mais atraente.

Contexto: o que é um RWA?

RWA (Real World Asset) é a representação tokenizada de um ativo do mundo real — como títulos públicos, imóveis ou recebíveis — em uma blockchain. No caso das stablecoins lastreadas em Tesouros, o token representa uma cota de um fundo que detém esses títulos, permitindo que o rendimento seja distribuído digitalmente aos detentores.

A queda nos produtos cripto-nativos também pode ser interpretada como um reflexo das condições de mercado do segundo trimestre. Quando a volatilidade diminui e as taxas de financiamento nos mercados de derivativos recuam, os mecanismos que sustentam os rendimentos de tokens como o sUSDe tendem a se comprimir, tornando-os menos competitivos frente às alternativas tradicionais tokenizadas.

📰 Nota editorial

Esta reportagem é baseada em dados e análise publicados pela Cointelegraph.com News. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou as informações para o público brasileiro iniciante. Para a íntegra original em inglês, acesse Cointelegraph.com.

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