InícioEducaçãoAtaques cripto sobem 50% em 2026, mas perdas caem 60%

Ataques cripto sobem 50% em 2026, mas perdas caem 60%

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O número de ataques contra protocolos cripto disparou no primeiro semestre de 2026, mas o volume financeiro subtraído pelos hackers mostrou queda expressiva, segundo levantamento da empresa de segurança SlowMist.

A firma de segurança blockchain SlowMist divulgou seu relatório semestral de incidentes de segurança no ecossistema cripto, e os números revelam uma dinâmica incomum: enquanto a frequência dos ataques cresceu cerca de 50%, o valor total roubado recuou aproximadamente 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De janeiro a junho de 2026, a SlowMist catalogou 182 incidentes de segurança, com perdas somando aproximadamente US$ 956 milhões. No primeiro semestre de 2025, eram 121 casos registrados, mas com prejuízos da ordem de US$ 2,373 bilhões — mais que o dobro do valor atual.

Segundo a BeInCrypto, que divulgou os dados do relatório, a redução nas perdas pode indicar que os protocolos mais visados estão adotando camadas adicionais de proteção — embora o aumento no número de tentativas bem-sucedidas aponte que agentes maliciosos continuam encontrando brechas exploráveis.

O que os números revelam sobre o cenário de segurança

A relação inversa entre volume de ataques e perdas financeiras sugere que, embora os hackers estejam conseguindo executar mais incidentes, os alvos individuais têm valor médio menor. Isso pode refletir uma migração dos atacantes para protocolos menores e menos auditados, que oferecem resistência técnica inferior, mas também guardam menos liquidez.

📊 Incidentes no 1º semestre de 2026

182 casos registrados pela SlowMist — alta de ~50% em relação aos 121 do mesmo período de 2025.

💸 Perdas totais em 2026

Aproximadamente US$ 956 milhões — queda de ~60% ante os US$ 2,373 bilhões registrados em 2025.

🔍 Tamanho médio por ataque

Cada incidente moveu em média ~US$ 5,25 mi em 2026, contra ~US$ 19,6 mi por incidente em 2025.

🤖 IA como fator de risco

O relatório da SlowMist aponta o uso crescente de inteligência artificial para automatizar e escalar tentativas de exploração de vulnerabilidades.

Inteligência artificial entra na equação

Um dos pontos de destaque do relatório é a menção ao papel crescente da inteligência artificial nas operações de ataque. Ferramentas baseadas em IA estão sendo empregadas para identificar vulnerabilidades em contratos inteligentes de forma automatizada, reduzindo o tempo e o custo necessários para executar explorações.

Esse fator pode explicar, ao menos em parte, o salto no número de incidentes: a automação permite que grupos menores — ou mesmo indivíduos — conduzam varreduras em larga escala, atacando múltiplos protocolos simultaneamente com menor esforço técnico direto.

Custódia própria como camada de proteção

A maioria dos incidentes catalogados pela SlowMist envolve protocolos DeFi, exchanges centralizadas e contratos com falhas de auditoria. Ativos mantidos em carteiras de custódia própria — especialmente hardware wallets — não estão expostos a vulnerabilidades de contratos inteligentes ou falhas em plataformas de terceiros.

Para os detentores de criptoativos, a questão da custódia continua sendo central no debate de segurança. Manter fundos em exchanges ou protocolos DeFi implica assumir os riscos de segurança dessas plataformas — riscos que, como mostra o relatório da SlowMist, seguem elevados mesmo com quedas no volume roubado.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

📌 Nota editorial

Os dados citados nesta reportagem são provenientes do relatório semestral de segurança publicado pela SlowMist, empresa especializada em auditoria e análise de segurança blockchain, e foram divulgados originalmente pela BeInCrypto. O KriptoHoje não teve acesso ao documento primário integral.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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