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CVM cria grupo para regime experimental de tokenização

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A Comissão de Valores Mobiliários avança na regulamentação de ativos digitais ao instalar um grupo de trabalho dedicado a propor um marco experimental para a tokenização de valores mobiliários no Brasil.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu mais um passo concreto em direção à regulamentação da tokenização de valores mobiliários no país. O órgão anunciou a criação de um novo grupo de trabalho com mandato específico: elaborar, em até 60 dias, uma proposta de regime experimental para a emissão e negociação de ativos tokenizados sob sua supervisão.

A iniciativa sinaliza que a autarquia pretende estruturar um ambiente controlado — similar ao conceito de sandbox regulatório — no qual empresas e projetos possam testar modelos de tokenização com regras adaptadas, antes que uma regulamentação definitiva seja consolidada. Segundo a InfoMoney, o grupo terá composição técnica e foco em apresentar recomendações práticas dentro do prazo estipulado.

A tokenização consiste na representação digital de ativos financeiros — como ações, debêntures, cotas de fundos e títulos de dívida — em infraestruturas baseadas em blockchain. O processo pode tornar a liquidação de operações mais ágil, reduzir custos de intermediação e ampliar o acesso de investidores a determinadas classes de ativos.

⏱️ Prazo de 60 dias

O grupo de trabalho tem dois meses para entregar uma proposta concreta de regime experimental voltado à tokenização de valores mobiliários.

🏛️ Regime experimental

A proposta prevê um ambiente controlado para que projetos de tokenização operem com regras adaptadas antes da regulamentação definitiva.

🔗 Base em blockchain

A tokenização representa ativos financeiros em redes distribuídas, possibilitando liquidação mais rápida e maior eficiência operacional.

📈 Mercado em expansão

O Brasil já conta com experiências pontuais de tokenização conduzidas por bancos e fintechs, mas ainda carece de um marco regulatório unificado.

Por que a CVM está acelerando esse processo?

O movimento da CVM não ocorre de forma isolada. Bancos centrais e reguladores de diversos países vêm debatendo ativamente frameworks para ativos tokenizados, e o Brasil busca posicionamento competitivo nesse cenário. O Banco Central do Brasil já conduz iniciativas paralelas, como o projeto do Real Digital e o ecossistema do Drex, que também exploram a tokenização de ativos financeiros em infraestrutura distribuída.

A criação do grupo de trabalho pela CVM complementa esse ecossistema ao focar especificamente nos valores mobiliários — segmento sob sua competência regulatória. A expectativa do mercado é que as recomendações do grupo abram caminho para que emissores e plataformas operem de forma mais segura juridicamente, reduzindo a incerteza que ainda permeia o setor.

O que são valores mobiliários tokenizados?

São representações digitais de ativos como ações, debêntures, cotas de fundos e certificados de recebíveis registradas em blockchain. Eles mantêm os mesmos direitos econômicos e jurídicos dos ativos tradicionais, mas com potencial de maior liquidez, fracionamento e automação por meio de contratos inteligentes (smart contracts).

Para investidores e empresas do setor cripto, o avanço regulatório representa um duplo sinal: de um lado, maior segurança jurídica para operar; de outro, a chegada de regras mais rigorosas de conformidade. O debate sobre como classificar e supervisionar esses instrumentos ainda está em aberto, e as conclusões do grupo de trabalho devem moldar o ambiente regulatório dos próximos anos.

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📰 Nota editorial

As informações sobre o novo grupo de trabalho da CVM foram reportadas originalmente pela InfoMoney. O KriptoHoje reapresentou o conteúdo com análise editorial própria. Acompanhe os desdobramentos da regulamentação diretamente no site da CVM.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Paulo Henrique
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Trabalha com suporte a carteiras de hardware e com a documentação de procedimentos de recuperação e verificação de dispositivos.

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