A gestora Grayscale protocolou junto à SEC um pedido para lançar um ETF lastreado em Worldcoin (WLD), criptomoeda ligada ao projeto de identidade digital da Tools for Humanity, co-fundada por Sam Altman.
A Grayscale Investments, uma das maiores gestoras de ativos digitais do mundo, deu entrada em um pedido formal junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para registrar um fundo negociado em bolsa baseado no token Worldcoin (WLD). O produto seria listado sob o código GWLD e permitiria que investidores acessem exposição ao ativo sem precisar custodiar a criptomoeda diretamente.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla do mercado americano: após a aprovação dos primeiros ETFs à vista de Bitcoin e Ethereum em 2024, gestoras passaram a protocolar pedidos para uma variedade crescente de altcoins. A Grayscale já havia convertido seu fundo fechado de Bitcoin em ETF e, desde então, vem expandindo o portfólio de produtos regulados. Para saber mais sobre os fundamentos da criptomoeda mais antiga do mercado, confira o guia de Bitcoin em 2026.
Segundo a Exame.com, a notícia do pedido foi suficiente para impulsionar o preço do WLD, que registrou alta expressiva nas horas seguintes ao anúncio. O movimento reflete o histórico recente do mercado: a simples expectativa de aprovação de um ETF tende a gerar demanda especulativa pelo ativo subjacente.
Projeto de identidade digital e criptomoeda criado pela Tools for Humanity, co-fundada por Sam Altman (CEO da OpenAI). Usa escâneres de íris para verificar humanidade online.
Código de negociação do ETF proposto pela Grayscale para o Worldcoin. Se aprovado, seria listado em bolsas americanas e negociado como qualquer ação convencional.
Maior gestora de produtos de investimento em criptoativos do mundo, responsável pelo GBTC (ETF de Bitcoin) e por dezenas de outros fundos regulados nos EUA.
O pedido ainda precisa de análise e aprovação formal da SEC. O órgão tem prazo regulatório de até 240 dias para emitir decisão sobre novos ETFs de criptoativos.
A corrida por ETFs de altcoins nos EUA
O pedido da Grayscale para o Worldcoin não é um caso isolado. Nos últimos meses, gestoras como Bitwise, VanEck e a própria Grayscale enviaram à SEC solicitações envolvendo tokens como Solana (SOL), XRP, Litecoin (LTC) e Cardano (ADA). O apetite regulatório cresceu após a mudança de postura da SEC sob nova gestão, com sinais de maior abertura ao setor de ativos digitais.
No entanto, analistas alertam que o protocolo de um pedido não garante aprovação. A SEC avalia critérios como liquidez do ativo subjacente, profundidade do mercado, mecanismos de custódia e potencial de manipulação de preços antes de dar sinal verde para qualquer novo produto.
Contexto: ETF não significa aprovação imediata
O protocolo de um pedido de ETF junto à SEC é apenas o início de um processo regulatório que pode durar meses. Historicamente, a maioria dos pedidos iniciais passa por rodadas de comentários públicos, pedidos de esclarecimento e revisões antes de qualquer decisão final. O mercado, no entanto, costuma reagir ao anúncio — e não à aprovação.
O Worldcoin também carrega particularidades que podem tornar a análise da SEC mais cautelosa. O projeto enfrenta escrutínio regulatório em diversos países por conta do uso de dados biométricos — especificamente o escaneamento de íris de usuários em troca de tokens WLD. Autoridades na Europa, América Latina e Ásia já abriram investigações sobre a conformidade do projeto com leis de proteção de dados.
📰 Nota editorial
As informações sobre o protocolo do ETF da Grayscale foram divulgadas originalmente pela Exame.com. O KriptoHoje reapresentou os dados com contexto adicional de mercado. A cobertura não representa endosso ao projeto Worldcoin ou ao produto financeiro em questão.
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