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Brasil exige espera de 24h para saques a carteiras próprias

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O Banco Central do Brasil anunciou regra que obriga exchanges a aguardar 24 horas antes de processar transferências para carteiras de autocustódia, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2027.

O Banco Central do Brasil publicou uma nova norma que impõe um período de carência de 24 horas para transferências realizadas por corretoras de criptomoedas em direção a carteiras de autocustódia. A medida, segundo o regulador, tem como principal objetivo reduzir a incidência de golpes e fraudes no mercado de criptoativos nacional.

Segundo a The Block, a regra entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e abrange não apenas criptomoedas como Bitcoin e Ether, mas também stablecoins lastreadas em moeda fiduciária — como o USDT e o USDC — negociadas no país. A publicação destaca que a iniciativa integra um conjunto mais amplo de esforços do governo brasileiro para endurecer os controles sobre o setor de ativos digitais.

Para entender melhor como funciona a guarda própria de criptoativos e o que muda com a nova regulação, vale consultar o guia definitivo de autocustódia preparado pela KriptoBR.

O que muda na prática para o usuário

Com a nova exigência, qualquer solicitação de saque de criptoativos de uma exchange regulamentada para uma carteira sob controle do próprio usuário ficará suspensa por até 24 horas antes de ser processada. O intervalo é interpretado pelo Banco Central como uma janela de segurança: tempo suficiente para que sistemas automatizados e equipes de compliance detectem padrões suspeitos e, se necessário, bloqueiem transações potencialmente fraudulentas.

A medida pode gerar fricção para usuários que dependem de movimentações rápidas entre custodiantes e carteiras próprias, mas o regulador entende que o custo operacional é justificado pelo combate a esquemas de engenharia social e estelionatos digitais — modalidades de crime que cresceram de forma expressiva no Brasil nos últimos anos.

📅 Vigência

A norma passa a valer em 1º de janeiro de 2027, dando às exchanges um prazo de adaptação de pouco mais de um ano.

🪙 Ativos cobertos

A regra abrange criptomoedas em geral, incluindo stablecoins lastreadas em moeda fiduciária como USDT e USDC.

🏦 Quem se enquadra

Exchanges e prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) regulamentadas pelo Banco Central do Brasil.

🎯 Objetivo declarado

Reduzir fraudes e golpes digitais que exploram a irreversibilidade das transações em blockchain.

Contexto regulatório no Brasil

O Brasil avançou consideravelmente na estruturação de um marco regulatório para criptoativos desde a aprovação da Lei 14.478/2022, que credenciou o Banco Central como principal supervisor do setor. Desde então, o regulador publicou diversas resoluções detalhando requisitos de capital, controles de prevenção à lavagem de dinheiro e obrigações de reporte para as PSAVs.

Por que a autocustódia é alvo da regulação?

Carteiras de autocustódia transferem o controle total dos ativos ao usuário, tornando as transações irreversíveis por natureza. Para fraudadores, isso representa uma vantagem: uma vez que os fundos saem da exchange para uma carteira controlada pelo golpista, a recuperação é praticamente impossível. A carência de 24 horas cria uma janela de intervenção antes que o dano se torne irreparável.

A nova medida segue tendência observada em outras jurisdições. No Reino Unido, por exemplo, a Financial Conduct Authority (FCA) já impôs restrições semelhantes a movimentações consideradas de alto risco. O diferencial da abordagem brasileira é a amplitude: ao incluir stablecoins no escopo, o regulador sinaliza que não tratará esses ativos como simples instrumentos de pagamento isentos de controle.

📰 Nota editorial

As informações desta reportagem têm como fonte a publicação original da The Block, veículo especializado em cobertura do mercado de criptoativos. O KriptoHoje acompanhará a publicação do texto oficial da norma no Diário Oficial da União para eventuais atualizações.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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