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BlackRock Aceita Bitcoin Direto no ETF sem Venda

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A BlackRock passou a aceitar conversões in-kind de Bitcoin no seu ETF a partir de US$ 1 milhão — uma mudança que pode beneficiar grandes detentores sem a necessidade de liquidar posições.

A maior gestora de ativos do mundo acaba de ampliar o acesso ao seu ETF de Bitcoin à vista, o iShares Bitcoin Trust (IBIT). Segundo informações divulgadas pela BeInCrypto, a BlackRock reduziu o valor mínimo para aportes em espécie — os chamados resgates e subscrições in-kind — de aproximadamente US$ 25 milhões para US$ 1 milhão, uma queda de 96% no patamar de entrada.

Na prática, isso significa que grandes detentores de Bitcoin podem transferir seus BTC diretamente para o fundo, recebendo cotas do ETF em troca, sem precisar converter os ativos em dinheiro antes. O movimento é visto como significativo do ponto de vista tributário, já que evita um evento de liquidação que normalmente geraria obrigações fiscais sobre ganhos de capital.

Leia tambem: guia completo de Bitcoin para iniciantes.

O que muda com a conversão in-kind

A mecânica de conversão in-kind não é nova nos mercados tradicionais — fundos de ouro físico, por exemplo, já a utilizam há décadas. Contudo, sua aplicação em ETFs de criptoativos ainda é restrita e depende de aprovação regulatória nos Estados Unidos.

Com a nova política da BlackRock, participantes autorizados — geralmente grandes instituições financeiras — podem aportar Bitcoin diretamente como parte da criação de novas cotas do IBIT. Antes, o processo exigia a conversão prévia dos BTC em dólares, o que gerava um evento tributável nos EUA.

💰 Mínimo anterior

Cerca de US$ 25 milhões em Bitcoin eram necessários para acessar a conversão in-kind no ETF da BlackRock.

📉 Novo mínimo

O patamar caiu para US$ 1 milhão — uma redução de 96% que amplia o acesso a um número maior de investidores qualificados.

🏦 Quem pode usar

Apenas participantes autorizados — geralmente grandes instituições financeiras credenciadas junto ao fundo.

🧾 Vantagem fiscal

Sem venda prévia dos BTC, o investidor evita o evento de realização de ganho de capital, diferindo a tributação.

Contexto: o IBIT e o mercado institucional

Segundo a BeInCrypto, o iShares Bitcoin Trust acumulou mais de US$ 70 bilhões em ativos sob gestão desde seu lançamento em janeiro de 2024, tornando-se um dos ETFs de ativos alternativos com crescimento mais rápido da história. A decisão de reduzir o mínimo para conversões in-kind reflete a crescente demanda institucional por caminhos mais eficientes de exposição ao Bitcoin.

A mudança também é lida por analistas como um sinal de maturidade do mercado de ETFs de criptoativos nos Estados Unidos. Com a aprovação regulatória das conversões in-kind pela SEC — que inicialmente havia impedido esse modelo quando os primeiros ETFs de Bitcoin à vista foram lançados —, gestoras como a BlackRock passaram a estruturar produtos mais sofisticados e alinhados ao funcionamento tradicional de fundos indexados.

Para detentores de grandes quantidades de Bitcoin, a possibilidade de migrar para um veículo regulado sem acionar um evento de venda representa uma alternativa de planejamento patrimonial relevante — especialmente em um cenário de valorização histórica do ativo.

📌 Nota editorial

As conversões in-kind ainda estão restritas a participantes autorizados nos EUA. Investidores de varejo não têm acesso direto a esse mecanismo. As regras tributárias variam por jurisdição — consulte um especialista antes de tomar qualquer decisão financeira.

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Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Edilson Lauro
Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

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