A Aave DAO apresentou uma proposta formal para integrar o protocolo Babylon ao seu V4, abrindo caminho para que o Bitcoin nativo seja usado como colateral — sem wrapped tokens ou custodiantes centralizados.
O protocolo de finanças descentralizadas Aave submeteu um Temperature Check à sua comunidade de governança propondo a criação de um spoke de empréstimo com BTC nativo para a versão 4 da plataforma. A integração seria viabilizada pelo protocolo Babylon, especializado em staking de Bitcoin sem a necessidade de mover os ativos para fora da rede Bitcoin.
Segundo a The Defiant, a proposta busca eliminar a dependência de versões wrapped do Bitcoin — como o WBTC — e de intermediários com custódia centralizada, dois pontos historicamente criticados pela comunidade DeFi por introduzirem riscos de contraparte.
A iniciativa representa uma mudança estrutural relevante: pela primeira vez, usuários da Aave poderiam depositar BTC diretamente da rede Bitcoin como garantia para tomar empréstimos, sem precisar confiar seus ativos a um terceiro ou converter para um token derivado. Leia também nosso guia completo de Bitcoin para iniciantes para entender os fundamentos do ativo.
Como funcionaria a integração com Babylon
O Babylon Protocol permite que detentores de Bitcoin façam staking do ativo sem sacar as moedas da blockchain nativa. O mecanismo usa scripts de bloqueio temporal na própria rede Bitcoin, sem pontes ou tokens representativos, o que reduz significativamente a superfície de ataque comparada às soluções tradicionais de wrapped BTC.
Na arquitetura proposta para o Aave V4, o Bitcoin travado via Babylon seria reconhecido como colateral dentro de um módulo dedicado — chamado de spoke — conectado ao hub central da plataforma. Essa estrutura modular é uma das novidades do V4, que permite isolar diferentes tipos de ativos e mercados sem comprometer a liquidez global do protocolo.
O colateral permanece na rede Bitcoin nativa, sem necessidade de tokens representativos como WBTC ou cbBTC.
O spoke de BTC opera de forma isolada, contendo riscos sem afetar outros mercados do protocolo Aave.
A proposta ainda está em fase de consulta informal à comunidade, antes de avançar para votação formal na Aave DAO.
O Babylon usa scripts nativos da rede Bitcoin para bloquear fundos, evitando a exposição a vulnerabilidades de bridges.
Por que isso importa para o ecossistema DeFi
O Bitcoin é o ativo de maior capitalização do mercado cripto, mas historicamente tem participação limitada em protocolos DeFi por não suportar contratos inteligentes nativamente. Soluções como WBTC dominaram esse espaço, mas carregam riscos associados à custódia centralizada — tema que ganhou atenção após episódios de insolvência em exchanges e custodiantes.
O que é um Temperature Check na Aave DAO?
Na estrutura de governança da Aave, o Temperature Check é uma consulta informal usada para medir o interesse e o alinhamento da comunidade antes de uma proposta formal ser submetida ao sistema de votação on-chain. Não tem força vinculante, mas é considerado um termômetro essencial para propostas com grande impacto técnico ou financeiro no protocolo.
A aprovação da proposta, caso avance para votação formal, poderia posicionar a Aave como o primeiro grande protocolo DeFi a aceitar Bitcoin nativo como colateral em escala. Outros projetos, como o Lombard Finance e iniciativas baseadas em Lightning Network, também exploram caminhos semelhantes, mas sem o alcance de liquidez que a Aave oferece.
📰 Nota editorial
As informações desta reportagem têm como base a cobertura publicada pela The Defiant em junho de 2025. A proposta ainda está em fase de governança informal e não representa uma decisão definitiva da Aave DAO. Acompanhe os desdobramentos no fórum oficial do protocolo.
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