O Brasil se tornou um dos maiores mercados globais de stablecoins lastreadas em moeda local, com mais de dez tokens atrelados ao Real e volume superior a US$ 140 milhões circulando em diversas redes blockchain.
O ecossistema brasileiro de criptomoedas ganhou um novo marco: o país já conta com mais de dez stablecoins diretamente vinculadas ao Real brasileiro (BRL). O volume total negociado nesse segmento ultrapassa a casa dos US$ 140 milhões, distribuídos entre diferentes protocolos e redes blockchain, incluindo Solana e Celo.
Segundo a Livecoins, com base em relatório produzido pela Fintrender, o Brasil se posiciona como um dos maiores polos globais em volume financeiro para stablecoins atreladas a moedas locais. O dado reforça a crescente maturidade do mercado cripto nacional e o interesse de desenvolvedores e emissores em criar alternativas digitais ao Real.
A diversificação de redes onde esses tokens operam é um ponto de destaque. A presença em blockchains públicas e de alto desempenho como Solana indica que os emissores brasileiros estão buscando liquidez, velocidade de transação e menor custo operacional — características essenciais para adoção em larga escala.
O que são stablecoins atreladas ao Real?
Uma stablecoin é um tipo de criptoativo cujo valor é mantido próximo a um ativo de referência — neste caso, o Real brasileiro. Diferentemente do Bitcoin ou do Ether, esses tokens buscam minimizar a volatilidade, tornando-se mais previsíveis para transações cotidianas, remessas internacionais e operações em finanças descentralizadas (DeFi).
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Os tokens em BRL já operam em redes como Solana, Celo e outras, ampliando o alcance e a liquidez disponível para usuários brasileiros.
Mais de US$ 140 milhões em stablecoins atreladas ao Real já circulam no ecossistema, segundo levantamento da Fintrender.
O número de projetos distintos com stablecoins em BRL já ultrapassou a dezena, sinalizando competição e diversidade no segmento.
O Brasil figura entre os maiores mercados do mundo em volume de stablecoins atreladas a moedas locais, à frente de economias emergentes comparáveis.
Contexto regulatório e o papel do Drex
O avanço das stablecoins privadas em BRL ocorre em paralelo ao desenvolvimento do Drex, o Real Digital do Banco Central do Brasil. Enquanto o projeto oficial ainda está em fase de testes em ambiente controlado, o setor privado já demonstra capacidade de criar e operar alternativas digitais ao Real em escala real, com liquidez verificável em mercado aberto.
O que dizem os dados
De acordo com relatório da Fintrender, citado pela Livecoins, o Brasil lidera entre os países emergentes em volume de stablecoins vinculadas à moeda nacional. O estudo aponta que a combinação de alta penetração de smartphone, familiaridade crescente com criptoativos e infraestrutura como o Pix pode ter acelerado a demanda por soluções digitais em Real.
A expansão desse mercado também levanta debates sobre supervisão regulatória. O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vêm sinalizando maior atenção ao segmento de criptoativos, incluindo stablecoins, especialmente após movimentações internacionais como a regulação MiCA na União Europeia.
📌 Nota editorial
As informações sobre volume e número de stablecoins em BRL foram originalmente reportadas pela Livecoins com base em relatório da Fintrender. O KriptoHoje não verificou de forma independente os dados e recomenda consultar as fontes primárias para análises aprofundadas.
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