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Airdrops do 2º trimestre: metade valorizou, metade afundou

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De oito tokens distribuídos via airdrop no segundo trimestre de 2025, apenas quatro conseguiram se valorizar após a estreia — expondo uma divisão crescente entre projetos sólidos e distribuições sem sustentação.

O segundo trimestre de 2025 colocou em xeque uma das estratégias mais populares do universo cripto: o airdrop. Segundo levantamento da CryptoRank, reportado pelo portal BeInCrypto, quatro dos oito principais tokens distribuídos gratuitamente no período registraram queda no preço após o evento de geração de token — o chamado TGE (Token Generation Event).

O resultado ilustra um cenário que especialistas já vinham apontando: receber tokens de graça não garante lucro. A valorização depende, em grande parte, da qualidade do projeto, da demanda real pelo token e do comportamento dos usuários após a distribuição.

Leia também: guia completo de criptomoedas.

Os extremos do trimestre: de +120% a -65%

Segundo a BeInCrypto, o token Genius (GENIUS) foi o grande destaque positivo do período, acumulando alta de 120% em relação ao preço de abertura após o TGE. O desempenho coloca o projeto entre as distribuições mais bem-sucedidas dos últimos trimestres, sustentado por demanda consistente no mercado secundário.

No extremo oposto, o token Gensyn (AI) — projeto voltado à computação descentralizada para inteligência artificial — despencou mais de 65% após a listagem. A queda reflete um padrão comum: tokens muito aguardados que enfrentam pressão de venda imediata por parte de quem recebeu os ativos gratuitamente e optou por liquidar a posição logo após a distribuição.

📈 Genius (GENIUS)

Alta de 120% após o TGE. Melhor desempenho entre os airdrops rastreados no 2º trimestre de 2025 pela CryptoRank.

📉 Gensyn (AI)

Queda superior a 65% após a listagem. Pressão de venda imediata pelos beneficiários do airdrop contribuiu para o recuo acentuado.

✅ 4 tokens valorizados

Metade dos oito projetos monitorados sustentou ou ampliou o valor de mercado após o evento de geração de token.

⚠️ 4 tokens desvalorizados

A outra metade perdeu valor logo após a estreia, expondo o risco de projetos sem demanda real no mercado secundário.

O que é um airdrop e por que o preço cai?

Para quem está começando no universo cripto, um airdrop é a distribuição gratuita de tokens por parte de um projeto — geralmente como forma de recompensar usuários antigos, testers ou participantes de campanhas específicas. A ideia é descentralizar a posse do token e criar uma base inicial de detentores.

O problema é estrutural: quando milhares de pessoas recebem tokens sem custo algum, muitas optam por vender imediatamente após a listagem nas corretoras. Esse movimento cria uma pressão de venda intensa logo nos primeiros dias, o que pode derrubar o preço de forma rápida e acentuada.

O que diferencia quem sobe de quem afunda

Projetos que sustentam valor após o airdrop geralmente apresentam utilidade real do token, comunidade ativa e demanda orgânica no mercado secundário. Aqueles que despencam, por outro lado, costumam depender apenas da expectativa inicial — sem fundamentos que justifiquem manutenção do preço após a euforia da estreia.

O levantamento da CryptoRank mediu a variação de cada token com base no fully diluted valuation (FDV) — métrica que considera o valor total de mercado caso todos os tokens previstos já estivessem em circulação. Trata-se de um indicador mais conservador e abrangente do que o market cap tradicional.

📰 Nota editorial

Os dados apresentados nesta reportagem foram originalmente publicados pela BeInCrypto, com base em levantamento da plataforma de análise CryptoRank. O KriptoHoje reproduz as informações com fins jornalísticos e educativos, sem endossar qualquer um dos projetos mencionados.

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Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Edilson Lauro
Sócio investidor da KriptoBR. Acompanha mercado de criptoativos, fluxo de fundos institucionais e o comportamento dos ETFs de Bitcoin e Ethereum.

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