InícioEducaçãoAtaques físicos a holders roubaram US$ 124 mi em 6 meses

Ataques físicos a holders roubaram US$ 124 mi em 6 meses

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Crimes físicos contra detentores de criptomoedas somaram US$ 124 milhões no primeiro semestre, com ataques cada vez mais ocorrendo dentro das próprias residências das vítimas, segundo levantamento da CertiK.

A empresa de segurança blockchain CertiK divulgou um levantamento alarmante: nos primeiros seis meses deste ano, ataques físicos direcionados a detentores de criptomoedas resultaram em perdas de pelo menos US$ 124 milhões. O número representa uma escalada preocupante de crimes que combinam violência e conhecimento técnico sobre o universo cripto.

Diferentemente dos ataques cibernéticos — onde hackers exploram vulnerabilidades em redes e protocolos —, essa modalidade criminosa mira diretamente as pessoas. Os alvos são, em geral, indivíduos identificados publicamente como detentores de ativos digitais significativos, seja por redes sociais, eventos do setor ou até por vazamentos de dados.

Segundo a Portal do Bitcoin, que publicou o levantamento, a França se tornou o epicentro geográfico desse tipo de crime, com casos de sequestro e extorsão de familiares de executivos ligados ao setor cripto ganhando repercussão internacional. O dado reforça que a ameaça não é restrita a países em desenvolvimento — qualquer jurisdição pode ser alvo.

O que mudou no perfil dos ataques?

Um dos pontos mais críticos apontados pela CertiK é a mudança no local dos crimes: os ataques estão migrando de espaços públicos para o ambiente doméstico das vítimas. Criminosos passaram a planejar invasões residenciais, muitas vezes com informações prévias sobre a rotina e o patrimônio digital do alvo — o que indica um nível de organização e inteligência prévia cada vez maior por parte dos grupos envolvidos.

🌍 França como epicentro

O país europeu concentrou casos de alto perfil, incluindo sequestros de familiares de executivos do setor cripto para forçar transferências de ativos digitais.

🏠 Ataques dentro de casa

A CertiK identificou uma tendência de crimes ocorrendo nas próprias residências das vítimas, com planejamento prévio e uso de informações pessoais vazadas.

💰 US$ 124 milhões em perdas

O valor total roubado em apenas seis meses evidencia que os crimes físicos já representam uma ameaça financeira comparável a grandes hacks de protocolos DeFi.

🎯 Alvos identificados publicamente

Exposição em redes sociais, participação em eventos e vazamentos de dados de exchanges estão entre os principais vetores que levam criminosos até as vítimas.

Segurança operacional vai além do digital

O levantamento da CertiK reacende o debate sobre a chamada segurança operacional (OpSec) no universo cripto. Para especialistas, proteger os ativos digitais com senhas fortes e autenticação de dois fatores não é suficiente quando a ameaça vem do mundo físico.

Práticas como evitar divulgar o volume de ativos mantidos, usar endereços de e-mail distintos para exchanges e não revelar publicamente onde se vive são recomendadas por profissionais de segurança do setor. O uso de hardware wallets — dispositivos físicos que mantêm as chaves privadas offline — também é considerado uma camada importante de proteção contra acessos não autorizados, ainda que não elimine o risco de coerção física.

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📌 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em dados divulgados pelo Portal do Bitcoin, com base em relatório público da empresa de segurança CertiK. O KriptoHoje não teve acesso direto ao relatório completo da CertiK e recomenda consultar a publicação original para detalhes metodológicos.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Nicolas Maia
Analista de suporte técnico da KriptoBR. Atende diariamente usuários de carteiras de hardware — configuração, recuperação de frase semente e boas práticas de autocustódia.

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