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Banco Central endurece regras para exchanges de cripto

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O Banco Central do Brasil anunciou novo aperto regulatório para prestadoras de serviços de ativos virtuais, aproximando as exigências das exchanges às regras já aplicadas ao sistema financeiro tradicional.

O Banco Central do Brasil comunicou, nesta quarta-feira (1º), um conjunto de medidas que endurece a supervisão sobre as chamadas PSAVs — sigla para sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais. A iniciativa, segundo a autoridade monetária, visa reforçar a solidez dessas entidades, reduzir riscos de contágio ao sistema financeiro e alinhar o setor às práticas regulatórias já consolidadas para outras categorias de instituições.

Na prática, as exchanges e demais plataformas de criptoativos autorizadas a operar no país passarão a seguir exigências que antes eram exclusivas de bancos, financeiras e outras instituições supervisionadas. A medida representa um passo concreto na tentativa do BC de tratar o setor cripto com o mesmo rigor aplicado ao mercado financeiro convencional.

Segundo a Money Times, o anúncio reforça a tendência de convergência regulatória que o Brasil vem construindo desde a aprovação do marco legal dos criptoativos, em 2022, e que ganhou contornos mais precisos com a regulamentação publicada pelo BC ao longo de 2023 e 2024.

O que muda com as novas regras

O pacote regulatório impõe às PSAVs obrigações que cobrem áreas sensíveis como governança corporativa, controles internos, gestão de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro. A ideia central é que uma plataforma que custodia recursos de clientes e processa transações financeiras relevantes deve operar dentro dos mesmos padrões de segurança e transparência exigidos de qualquer outra instituição regulada.

🏛️ Governança corporativa

As PSAVs deverão adotar estruturas de gestão compatíveis com as exigidas para demais instituições financeiras supervisionadas pelo BC.

🔐 Controles internos e riscos

Exigências de gestão de riscos operacionais, de liquidez e de crédito passam a ser aplicadas diretamente às exchanges autorizadas.

🧾 Prevenção à lavagem de dinheiro

As plataformas deverão intensificar os procedimentos de PLD/FT, alinhando-se aos padrões do GAFI e às normas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

📊 Convergência regulatória

O BC busca eliminar lacunas que permitiam às PSAVs operar sob padrões menos rigorosos do que os aplicados a bancos e fintechs tradicionais.

Contexto: o avanço do marco regulatório cripto no Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países da América Latina a criar um marco legal específico para criptoativos. Desde então, o Banco Central acumula competência para autorizar, supervisionar e, se necessário, intervir nas operações das PSAVs que atuam em território nacional.

Por que isso importa para o usuário comum?

Plataformas mais bem reguladas tendem a oferecer maior transparência sobre a custódia de ativos e a adotar mecanismos mais robustos de proteção ao cliente. O aperto regulatório também eleva a barreira de entrada para operadores mal-intencionados, reduzindo o risco de fraudes e colapsos desordenados — episódios que mancharam o setor globalmente nos últimos anos.

Para quem possui criptoativos no Brasil, entender o ambiente regulatório é tão importante quanto conhecer os próprios ativos. Leia também o guia completo de criptomoedas para saber como declarar seus ativos digitais no Imposto de Renda 2026.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo têm como base a cobertura publicada pelo portal Money Times. O KriptoHoje recomenda acompanhar os comunicados oficiais do Banco Central do Brasil para detalhes normativos completos e prazos de adequação.

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

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Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.
Reportagem produzida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas do setor e revisada pela equipe da KriptoBR antes da publicação. Como produzimos nosso conteúdo.
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Jefferson Rondolfo
CEO da KriptoBR, Revenda oficial de carteiras de hardware no Brasil. Acompanha a evolução regulatória do setor de criptoativos no país e seus efeitos práticos sobre quem guarda os próprios ativos.

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