O banco sul-coreano Jeonbuk vai adotar a tecnologia da Ripple para transferências internacionais, enquanto o Paquistão abre as portas para o licenciamento de exchanges cripto — movimentos que reforçam a expansão do setor na Ásia.
A Ásia segue sendo o epicentro das principais movimentações do mercado cripto global. Segundo a Cointelegraph.com News, o Jeonbuk Bank, instituição financeira da Coreia do Sul, fechou uma parceria com a Ripple para utilizar sua infraestrutura de pagamentos transfronteiriços — uma solução baseada em blockchain voltada para tornar transferências internacionais mais rápidas e com custos reduzidos.
Para quem não conhece o setor, a Ripple é uma empresa americana que desenvolve tecnologia de pagamentos sobre o XRP Ledger, uma rede blockchain pública. Seu produto voltado para bancos, o Ripple Payments, permite que instituições financeiras movimentem dinheiro entre países sem depender dos sistemas tradicionais, que costumam ser lentos e caros. Você pode se aprofundar no assunto lendo nosso guia completo de criptomoedas.
O Jeonbuk Bank é uma instituição regional sul-coreana, o que torna o movimento ainda mais relevante: não se trata de um grande banco multinacional, mas de uma entidade de médio porte que aposta na tecnologia blockchain para competir em serviços financeiros globais. A adoção da Ripple por bancos menores indica que a tecnologia está amadurecendo e se tornando acessível além das grandes instituições.
Banco regional sul-coreano adota o Ripple Payments para agilizar e baratear transferências internacionais usando a rede XRP Ledger.
O governo paquistanês anunciou a abertura de um processo formal de licenciamento para exchanges de criptomoedas, sinalizando maior clareza regulatória no país.
Os principais hubs cripto asiáticos estão disputando talentos e empresas do setor por meio de reduções de impostos, criando uma competição regulatória regional.
A adoção de blockchain por bancos regionais e a regulamentação em países emergentes reforçam o avanço institucional do setor cripto na Ásia.
Paquistão entra no mapa regulatório cripto
Além da parceria coreana, a Cointelegraph.com News também destaca que o Paquistão anunciou a abertura de um processo formal de licenciamento para exchanges de criptomoedas. O movimento representa uma virada significativa para um país que, até recentemente, mantinha uma postura ambígua em relação ao setor.
Com uma população jovem e alto índice de uso de celulares, o Paquistão tem potencial considerável para adoção de ativos digitais. A criação de um marco regulatório claro tende a atrair empresas do setor e oferecer mais segurança jurídica aos usuários locais — embora os detalhes práticos da implementação ainda estejam sendo definidos.
O que é o Ripple Payments?
O Ripple Payments é um serviço da empresa Ripple Labs que permite a bancos e instituições financeiras realizar transferências internacionais usando o XRP Ledger como infraestrutura. Em vez de depender da rede SWIFT — que pode levar dias e cobrar taxas elevadas —, o sistema da Ripple processa liquidações em segundos, com custos fracionários. O XRP, criptomoeda nativa da rede, pode ser usado como ativo intermediário nas conversões entre moedas.
Corrida fiscal entre os hubs asiáticos
O cenário mais amplo descrito pela Cointelegraph.com News aponta para uma disputa regulatória e fiscal entre os principais centros cripto da Ásia — incluindo Singapura, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul. Esses países e territórios estão competindo por empresas e profissionais do setor, utilizando reduções de impostos e marcos regulatórios favoráveis como principal atrativo.
Essa dinâmica é relevante para o mercado global: quando grandes economias asiáticas flexibilizam regras para atrair negócios cripto, o efeito se reflete no volume de transações, na liquidez dos ativos e na velocidade de inovação de todo o setor. Para o investidor iniciante, entender esse cenário regulatório ajuda a compreender por que diferentes países têm abordagens tão distintas em relação às criptomoedas.
📰 Contexto editorial
As informações desta reportagem são baseadas na cobertura da Cointelegraph.com News, publicação de referência internacional no setor de criptomoedas. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro, especialmente para quem está começando a entender o mercado de ativos digitais.
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