InícioRegulaçãoGlobalBinance Contesta DOJ e Culpa Regras de Abu Dhabi

Binance Contesta DOJ e Culpa Regras de Abu Dhabi

-

A Binance rebateu formalmente alegações feitas pelo Departamento de Justiça dos EUA, afirmando que a confusão em torno de sua cooperação legal tem origem nas regras da licença ADGM, em Abu Dhabi.

A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo em volume negociado, entrou em confronto direto com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) após a divulgação de um memorando interno que questionava o nível de cooperação da empresa com autoridades americanas. A exchange negou as afirmações e apontou que a origem da controvérsia está em uma má interpretação das regras da sua licença junto ao ADGM — o Abu Dhabi Global Market, centro financeiro internacional dos Emirados Árabes Unidos.

Segundo a BeInCrypto, a Binance afirmou diretamente à publicação que as alegações contidas no memorando do DOJ são inverídicas. A empresa explicou que determinadas restrições operacionais impostas pela sua licença no ADGM foram confundidas pelos procuradores americanos com uma recusa voluntária de colaborar com as investigações em curso.

Para entender o contexto, vale lembrar que a Binance firmou um acordo histórico com o DOJ em novembro de 2023, pagando cerca de US$ 4,3 bilhões em multas e penalidades. Na ocasião, o fundador Changpeng Zhao (CZ) se declarou culpado por violações à legislação antilavagem de dinheiro dos EUA. Desde então, a exchange opera sob supervisão e precisa demonstrar cumprimento contínuo das obrigações acordadas.

🏛️ O que é o ADGM?

O Abu Dhabi Global Market é uma zona financeira livre nos Emirados Árabes Unidos, com regulação própria e independente. Empresas licenciadas ali seguem normas específicas que podem diferir das exigências de outros países.

⚖️ O acordo com o DOJ

Em novembro de 2023, a Binance pagou US$ 4,3 bilhões em multas nos EUA e passou a operar sob monitoramento do DOJ, sendo obrigada a cooperar com investigações federais em andamento.

📄 O memorando do DOJ

O documento interno do Departamento de Justiça teria apontado falhas na cooperação da Binance com as autoridades americanas, levantando preocupações sobre o cumprimento do acordo firmado.

🇦🇪 A versão da Binance

A exchange alega que restrições previstas na licença ADGM foram mal interpretadas pelo DOJ como resistência à cooperação, quando na verdade se trata de obrigações regulatórias locais.

O caso evidencia a complexidade regulatória enfrentada por grandes plataformas de criptoativos que operam simultaneamente em múltiplas jurisdições. Uma obrigação legal em um país pode, eventualmente, conflitar com exigências de outro — criando zonas de atrito entre reguladores e empresas globais.

O que está em jogo?

Se o DOJ concluir que a Binance não está cumprindo os termos do acordo de 2023, a empresa pode enfrentar novas penalidades severas, incluindo a retomada de acusações criminais suspensas. Por isso, a resposta rápida e pública da exchange sinaliza a importância do tema para sua continuidade operacional nos mercados ocidentais.

Para usuários e investidores, episódios como esse reforçam a importância de acompanhar o ambiente regulatório das plataformas onde mantêm seus ativos. A custódia própria — armazenando criptomoedas em carteiras pessoais, fora das exchanges — é frequentemente destacada por especialistas como uma camada adicional de segurança em cenários de incerteza.

Leia tambem: guia completo de criptomoedas.

📌 Nota editorial

As informações deste artigo são baseadas em reportagem publicada pela BeInCrypto. A Binance forneceu sua versão dos fatos diretamente ao veículo. O KriptoHoje não teve acesso independente ao memorando do DOJ mencionado na matéria original.

Importante: não damos recomendação de investimento

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O KriptoHoje não é consultor de investimentos e não recomenda a compra, venda ou manutenção de qualquer ativo. Investimento em criptoativos envolve risco elevado de perda total.

Seus cripto ficam seguros mesmo fora das exchanges

A KriptoBR, integrante do mesmo grupo do KriptoHoje, é a maior e mais antiga revenda oficial de hardware wallets do mundo. Trezor, Ledger, SecuX, Yubico e Key-ID.

Mais de 600 mil clientes atendidos em 32 países. Envio direto do Brasil, garantia do fabricante, suporte técnico em português.

Conhecer as Hardware Wallets

Leituras relacionadas

Este conteúdo é de caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos voláteis; consulte um profissional antes de investir.

ULTIMAS NOTÍCIAS

Falha em Redes EVM do Cosmos Drena Três Blockchains

Falha de segurança em redes EVM compatíveis com Cosmos drenou fundos de três blockchains. KiiChain perdeu 148 milhões de tokens e duas vulnerabilidades seguem sem correção upstream.

Bitcoin e o risco quântico: 7 milhões de BTC em debate

O Tesouro dos EUA passou a integrar o debate sobre computação quântica e criptoativos, acendendo o alerta sobre milhões de bitcoins potencialmente vulneráveis.

Trump, cripto e o plano do Tesouro dos EUA explicado

A agenda pró-cripto de Donald Trump não existe no vácuo: ela se conecta diretamente à estratégia econômica do secretário do Tesouro Scott Bessent para o dólar e a dívida americana.

Cosmos Labs alerta redes EVM após ataques ao KiiChain e TAC

Cosmos Labs recomendou a suspensão preventiva de redes EVM compatíveis após ataques ao KiiChain e TAC exporem vulnerabilidades críticas e drenarem fundos de usuários.

SIGA A GENTE

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever

MAIS POPULAR