Bitcoin perde suporte importante e recua mais de 3% só na manhã desta quinta-feira (28), enquanto o mercado aguarda dados de inflação dos Estados Unidos que podem definir os próximos passos do Fed.
O Bitcoin (BTC) opera próximo dos US$ 73 mil nesta quinta-feira (28), acumulando uma queda superior a 5% na semana. Só nas primeiras horas do dia, a principal criptomoeda do mundo já registrava recuo de mais de 3%, arrastando consigo grande parte do mercado digital.
O movimento de baixa ocorre em um momento de atenção redobrada dos investidores ao cenário macroeconômico. O mercado aguarda a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos, que podem influenciar as decisões do Federal Reserve sobre a política de juros — fator historicamente sensível para ativos de risco, incluindo criptomoedas.
Segundo a Money Times, o mercado global de criptoativos recuou nas primeiras horas desta quinta-feira na esteira do BTC, com alguns tokens registrando quedas de até 9% nas últimas 24 horas. O cenário de pressão se refletiu diretamente nas plataformas de derivativos.
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Liquidações se aproximam de US$ 1 bilhão
A volatilidade dos últimos dias impactou diretamente as posições alavancadas. As liquidações no mercado de criptoativos voltaram a se aproximar da marca de US$ 1 bilhão, refletindo o volume de apostas forçadas a encerramento com a queda dos preços.
BTC acumula queda superior a 5% nos últimos sete dias, negociado próximo dos US$ 73 mil na manhã desta quinta-feira (28).
Posições alavancadas forçadas a encerrar se aproximam de US$ 1 bilhão, evidenciando a força do movimento de correção no mercado de derivativos.
Tokens alternativos acompanharam o recuo do BTC, com alguns registrando baixas de até 9% nas últimas 24 horas.
Dados de inflação americana aguardados hoje são o principal catalisador macro do dia para os mercados de risco, incluindo criptoativos.
Por que a inflação dos EUA afeta o Bitcoin?
Quando os dados de inflação americana surpreendem para cima, crescem as apostas de que o Federal Reserve manterá os juros elevados por mais tempo. Juros altos tornam ativos de risco — como ações e criptomoedas — menos atrativos em comparação a títulos do Tesouro dos EUA, gerando pressão de venda. O efeito oposto ocorre quando a inflação desacelera mais do que o esperado.
O contexto macroeconômico segue sendo um dos principais fatores de volatilidade para o mercado cripto em 2025. A correlação entre o desempenho do Bitcoin e as expectativas sobre a política monetária americana tem se mostrado persistente, especialmente em momentos de incerteza como o atual.
📌 Nota de contexto
Correções de curto prazo são comuns no mercado de criptoativos, especialmente em períodos de divulgação de dados econômicos relevantes. Movimentos de 5% a 10% em poucos dias fazem parte do histórico de volatilidade do Bitcoin e das principais altcoins.
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