Em meio à pressão persistente sobre o mercado cripto, investidores e analistas questionam qual dos dois maiores ativos — Bitcoin ou Ethereum — chegará primeiro ao piso do ciclo de baixa atual.
A discussão sobre o comportamento do Bitcoin (BTC) e do Ethereum (ETH) durante períodos de contração do mercado ganhou força nas últimas semanas. Com ambos os ativos acumulando perdas expressivas em relação às suas máximas históricas, o debate central passou a ser: qual deles encontrará suporte estrutural primeiro?
Segundo a CryptoPotato, análises técnicas e comparações com ciclos anteriores sugerem que os dois ativos se comportam de maneira distinta em fases de baixa prolongada. Historicamente, o Bitcoin tende a liderar os movimentos do mercado — tanto nas altas quanto nas correções —, enquanto o Ethereum costuma apresentar maior volatilidade proporcional durante os declínios.
Esse padrão não é garantia de repetição. Mas os dados de ciclos anteriores, como o bear market de 2018 e o de 2022, mostram que o ETH chegou às suas mínimas com atraso em relação ao BTC, mas com quedas percentuais mais acentuadas. Em 2022, por exemplo, o Ethereum chegou a cair mais de 80% a partir de seu pico, enquanto o Bitcoin recuou cerca de 75% no mesmo período.
O que diferencia BTC e ETH em ciclos de baixa
O Bitcoin é frequentemente visto como o ativo de menor risco relativo dentro do universo cripto, em parte por sua oferta limitada a 21 milhões de unidades e por sua adoção institucional crescente. Esses fatores tendem a criar uma demanda residual que sustenta o preço em níveis mais elevados durante correções.
Já o Ethereum carrega uma dinâmica diferente. Sua utilidade como plataforma de contratos inteligentes e sua demanda ligada ao ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi) e tokens não fungíveis (NFTs) criam pressões específicas. Quando esses segmentos desaceleram, a demanda por ETH também tende a cair de forma mais abrupta.
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Historicamente lidera os movimentos do mercado. Menor volatilidade relativa em ciclos de baixa. Demanda institucional tende a criar pisos mais rápidos.
Queda percentual tende a ser maior em bear markets. Utilidade ligada ao DeFi e NFTs cria dinâmicas específicas. Ciclos de fundo costumam ocorrer após o BTC.
Indicadores técnicos e o cenário atual
Analistas acompanhados pela CryptoPotato destacam que indicadores como o Realized Price — que mede o preço médio pelo qual cada unidade foi movimentada pela última vez na blockchain — podem sinalizar quando um ativo se aproxima de seu piso estrutural. Para o BTC, esse nível tem servido historicamente como suporte relevante em ciclos anteriores.
Para o Ethereum, a análise é mais complexa. A transição para o modelo proof-of-stake, concluída em 2022, e o mecanismo de queima de ETH introduzido pelo EIP-1559 alteraram a dinâmica de oferta do ativo, tornando comparações diretas com ciclos anteriores menos precisas.
Contexto histórico importa — mas não é definitivo
Em todos os grandes ciclos de baixa desde 2018, o Bitcoin atingiu sua mínima antes do Ethereum. No entanto, mudanças estruturais nos dois ecossistemas — como ETFs de BTC à vista e o proof-of-stake do ETH — tornam cada ciclo único. Projeções baseadas apenas em padrões passados carregam incertezas significativas.
O debate, portanto, permanece aberto. O que os dados históricos sugerem é uma tendência — não uma certeza. Fatores macroeconômicos, como decisões de política monetária nos Estados Unidos e o apetite global por ativos de risco, continuam exercendo influência direta sobre o ritmo de recuperação ou aprofundamento das quedas em ambos os ativos.
📌 Nota editorial
Esta reportagem é baseada em análise publicada pela CryptoPotato. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro. Nenhuma das informações aqui presentes constitui recomendação de investimento.
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