O Bitcoin encerrou junho de 2025 com a maior queda mensal dos últimos quatro anos, apagando os ganhos acumulados nos meses anteriores e reacendendo o debate sobre volatilidade no mercado cripto.
O Bitcoin (BTC) fechou o mês de junho com uma desvalorização de 20,5%, configurando o pior desempenho mensal da criptomoeda desde junho de 2022. Naquela ocasião, o mercado sofreu perdas ainda mais severas — da ordem de 37,3% — em meio ao colapso do ecossistema Terra (LUNA), episódio que marcou profundamente a história dos ativos digitais.
Segundo a Livecoins, o recuo de junho contrasta com o desempenho positivo registrado nos dois meses anteriores: em março, o BTC havia subido 1,8%, e em abril a alta chegou a 11,9%. O retorno das perdas expressivas em junho interrompeu o que parecia ser um período de maior estabilidade para a principal criptomoeda do mundo.
Para contextualizar o peso desse resultado, é preciso lembrar que o colapso da Terra/LUNA foi um dos eventos mais destrutivos da história do mercado cripto, tendo liquidado bilhões de dólares em valor de mercado em questão de dias. O fato de junho de 2025 se aproximar daquele nível de perdas mensais chama atenção de analistas e investidores.
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O que os números revelam sobre o ciclo atual
A queda de 20,5% em um único mês não é inédita na trajetória do Bitcoin, que historicamente apresenta ciclos de alta volatilidade. No entanto, o contexto importa: trata-se do pior desempenho em 48 meses, período que abrange fases distintas do mercado, incluindo o bear market de 2022 e a recuperação expressiva de 2023 e 2024.
O Bitcoin recuou 20,5% no mês, o pior resultado desde junho de 2022 — há exatamente 48 meses.
Em junho de 2022, durante o colapso do Terra/LUNA, o BTC chegou a cair 37,3% em um único mês.
Março (+1,8%) e abril (+11,9%) haviam sinalizado acomodação do mercado antes da virada negativa.
Junho tende a ser um mês historicamente fraco para o Bitcoin, padrão que voltou a se confirmar em 2025.
Volatilidade: característica estrutural do Bitcoin
O Bitcoin é reconhecido por ciclos de valorização e desvalorização intensos. Quedas mensais superiores a 20% já ocorreram múltiplas vezes ao longo da história da criptomoeda — em 2018, 2020 e 2022. Esse comportamento é amplamente documentado e representa um dos principais fatores de risco associados ao ativo, especialmente para quem mantém posições de curto prazo sem gestão de risco adequada.
O desempenho negativo de junho reacende discussões sobre os gatilhos que podem influenciar o preço do BTC no curto prazo, entre eles o comportamento das taxas de juros nos Estados Unidos, o fluxo de capital nos ETFs de Bitcoin à vista aprovados pela SEC e o sentimento geral do mercado global de ativos de risco.
O acompanhamento rigoroso de dados históricos mensais — como o levantado pela Livecoins — é uma das ferramentas utilizadas por analistas para identificar padrões sazonais e avaliar o posicionamento do mercado ao longo dos ciclos do Bitcoin.
📰 Nota editorial
Esta reportagem é baseada em dados publicados pela Livecoins. O KriptoHoje reprocessou e contextualizou as informações de forma independente. Para a análise completa original, consulte o portal Livecoins.
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