O bitcoin voltou a operar abaixo dos US$ 60 mil, acumulando uma desvalorização superior a 50% frente ao pico histórico de US$ 126 mil registrado meses atrás.
O bitcoin (BTC) voltou a chamar atenção do mercado pelo lado negativo. A maior criptomoeda do mundo por capitalização de mercado recuou para a faixa dos US$ 60 mil, consolidando uma correção de mais de 50% frente à máxima histórica de US$ 126 mil — nível alcançado no ciclo de alta mais recente.
Segundo a Exame.com, a queda reflete uma combinação de fatores macroeconômicos e movimentos típicos de ciclos de mercado em ativos de risco. O portal destacou que o recuo já ultrapassa a metade do valor máximo registrado pelo ativo, um patamar que historicamente provoca debates sobre o fundo do ciclo.
Correções dessa magnitude não são inéditas na trajetória do bitcoin. Em ciclos anteriores, o ativo chegou a recuar entre 70% e 80% a partir de topos históricos antes de retomar tendências de alta. O atual movimento, portanto, está dentro do comportamento já observado pelos analistas ao longo da história da criptomoeda.
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O que está pesando sobre o preço do BTC
A pressão vendedora sobre o BTC reflete um ambiente macroeconômico ainda desafiador. Taxas de juros elevadas em economias desenvolvidas continuam reduzindo o apetite por ativos considerados de maior risco. Além disso, movimentos de realização de lucro por parte de grandes detentores — os chamados whales — têm adicionado volume de venda ao mercado.
Outro fator monitorado de perto pelos analistas é o comportamento dos ETFs de bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos. Fluxos de saída nesses instrumentos tendem a ampliar movimentos de queda, já que implicam desfazimento de posições pelos gestores dos fundos.
O BTC acumula recuo superior a 50% desde a máxima histórica de US$ 126 mil, operando na faixa dos US$ 60 mil.
Juros elevados em economias desenvolvidas continuam pressionando ativos de risco globalmente, incluindo criptomoedas.
Grandes detentores de BTC têm realizado lucros, adicionando pressão vendedora e ampliando a volatilidade do mercado.
Saídas registradas nos ETFs de BTC à vista nos EUA têm contribuído para ampliar os movimentos de queda no curto prazo.
Ciclos anteriores do bitcoin
Historicamente, o bitcoin já registrou correções entre 70% e 80% a partir de topos de ciclo antes de retomar trajetórias ascendentes. A queda atual, superior a 50%, está dentro do intervalo observado em ciclos passados — mas isso não garante qualquer comportamento futuro do ativo.
O nível dos US$ 60 mil é apontado por parte dos analistas como uma zona de suporte relevante, que já atuou como resistência em momentos anteriores do ciclo. A manutenção ou perda desse patamar tende a ser monitorada de perto pelos participantes do mercado nas próximas sessões.
Para investidores com horizonte de longo prazo, períodos de forte correção fazem parte da natureza volátil do bitcoin. Ainda assim, qualquer decisão relacionada a ativos digitais deve considerar o perfil de risco individual e, preferencialmente, ser respaldada por orientação profissional especializada.
📰 Nota editorial
Esta reportagem foi produzida com base em informações publicadas pela Exame.com em 05 de junho de 2026. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo de forma independente, sem reprodução direta do texto original.
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