O Bitcoin rompeu para baixo um dos suportes técnicos mais observados do mercado ao cair abaixo da média móvel de 200 semanas — evento que não ocorria desde o bear market de 2022.
O Bitcoin recuou abaixo dos US$ 61.000 na última sessão, perdendo pela primeira vez desde o ciclo de baixa de 2022 o suporte da média móvel de 200 semanas — um indicador técnico historicamente associado ao “piso” de longo prazo da criptomoeda. A queda foi precipitada por um relatório de empregos americano acima das expectativas, que reconfigurou as apostas do mercado sobre os próximos passos do Federal Reserve.
O relatório de folha de pagamentos de maio dos Estados Unidos veio significativamente mais forte do que o esperado, reduzindo a probabilidade de cortes de juros pelo Fed ainda em 2025. Com o ambiente macroeconômico se tornando menos favorável a ativos de risco, o Bitcoin sofreu pressão de venda intensa, arrastando boa parte do mercado de criptoativos junto.
Segundo a The Defiant, o movimento expôs um muro de opções de US$ 1,2 bilhão posicionado na região dos US$ 60.000 — um nível que agora se torna referência crítica para o mercado de derivativos. A concentração de contratos nessa faixa pode amplificar a volatilidade nos próximos dias, dependendo do comportamento do preço.
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O que significa romper a média de 200 semanas
A média móvel de 200 semanas é amplamente usada por analistas de longo prazo como um termômetro do ciclo macro do Bitcoin. Historicamente, quedas abaixo desse nível foram raras e associadas aos momentos de maior estresse do mercado — como o colapso de 2018 e o bear market prolongado de 2022, quando o BTC chegou a negociar abaixo dos US$ 16.000.
A perda desse suporte não sinaliza automaticamente um novo mercado de baixa prolongado, mas costuma aumentar a cautela entre investidores institucionais e traders técnicos, que monitoram o nível de perto para definir posicionamento.
O relatório de empregos de maio dos EUA veio acima do esperado, reduzindo apostas em cortes de juros pelo Fed e pressionando ativos de risco globalmente.
Contratos de opções no valor de US$ 1,2 bilhão estão concentrados na faixa de US$ 60.000, criando potencial de volatilidade adicional no curto prazo.
A ruptura da média de 200 semanas não era registrada desde 2022, período do bear market que derrubou o Bitcoin para abaixo dos US$ 16.000.
Com o mercado de trabalho aquecido, as expectativas para cortes de juros em 2025 foram reprecificadas, elevando o custo de oportunidade de ativos sem rendimento fixo.
Contexto histórico importa
Nas duas vezes anteriores em que o Bitcoin perdeu a média de 200 semanas — em 2018 e 2022 —, o ativo operou abaixo desse nível por períodos prolongados antes de retomar tendência de alta. Analistas divergem sobre se o atual cenário macro, com ETFs de Bitcoin à vista nos EUA e maior participação institucional, altera a dinâmica histórica desse indicador.
📰 Nota editorial
As informações sobre a queda abaixo da média de 200 semanas e o muro de opções de US$ 1,2 bilhão têm como base reportagem publicada pela The Defiant, veículo jornalístico especializado em finanças descentralizadas e mercados cripto.
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