O Bitcoin voltou a superar US$ 72 mil pela primeira vez desde junho, acumulando valorização de 15% em apenas quatro dias e destruindo US$ 3,1 bilhões em apostas contra a criptomoeda.
O Bitcoin voltou a ocupar o centro das atenções dos mercados globais após romper a marca de US$ 72.000 na quinta-feira, nível não visto desde junho deste ano. A cotação chegou a US$ 72.207 durante o movimento de alta, segundo dados divulgados pela CryptoSlate, consolidando um avanço de aproximadamente 15% desde a segunda-feira da mesma semana.
O rompimento foi acompanhado por uma onda de liquidações forçadas em posições vendidas — as chamadas shorts — totalizando US$ 3,1 bilhões eliminados do mercado em questão de dias. O movimento pegou de surpresa operadores que apostavam na continuidade de uma tendência de baixa.
Segundo a CryptoSlate, dois fatores macroeconômicos e políticos foram determinantes para a virada: a queda nos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro americano e o avanço de uma agenda favorável às criptomoedas em Washington, associada ao ex-presidente Donald Trump e a manobras de recompra de títulos pelo próprio Tesouro dos EUA. A combinação aliviou pressões sobre ativos de risco e abriu espaço para o BTC retomar patamares mais elevados.
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O que está por trás da alta do Bitcoin
A firma de análise on-chain Glassnode apontou que o movimento atual apresenta características de uma retomada estrutural, e não apenas de um repique técnico. O volume de transações na rede e a reativação de carteiras historicamente inativas reforçam a leitura de que há demanda genuína sustentando os preços.
A redução nos rendimentos dos títulos americanos diminuiu a atratividade de ativos mais conservadores, redirecionando capital para ativos de risco como o Bitcoin.
Declarações e movimentações políticas favoráveis ao setor cripto nos EUA aumentaram o apetite por Bitcoin entre investidores institucionais.
US$ 3,1 bilhões em posições vendidas foram liquidadas de forma forçada, amplificando a alta ao adicionar volume comprador involuntário ao mercado.
O BTC acumulou valorização expressiva desde segunda-feira, superando consecutivamente as marcas de US$ 70 mil, US$ 71 mil e US$ 72 mil.
O que diz a análise on-chain
Dados da Glassnode, citados pela CryptoSlate, indicam que o rompimento acima de US$ 72 mil foi acompanhado por métricas on-chain consistentes com movimentos de alta sustentada. A reativação de carteiras dormentes e o aumento no volume de transações sugerem participação crescente de detentores de longo prazo — um sinal historicamente associado a fases de acumulação institucional.
O contexto macroeconômico também pesou a favor do ativo. As recompras de títulos pelo Tesouro dos EUA injetaram liquidez no sistema financeiro, enquanto a perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve mantém o dólar sob pressão. Historicamente, esse tipo de ambiente beneficia ativos com oferta limitada, como o Bitcoin.
📌 Nota editorial
As informações sobre preços e liquidações foram originalmente reportadas pela CryptoSlate com base em dados de mercado e da firma de análise on-chain Glassnode. O KriptoHoje reescreveu e contextualizou o conteúdo para o leitor brasileiro.
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