Um conjunto de apenas 12 endereços na rede Solana registrou taxa de sucesso em operações automatizadas de 62,3%, enquanto a média dos demais bots ficou em 21%. A diferença: o uso de um protocolo de roteamento exclusivo.
No universo das criptomoedas, os chamados bots de trading são programas que executam operações automaticamente, muitas vezes em frações de segundo. Na rede Solana, esses programas competem intensamente por oportunidades de arbitragem — e uma análise recente revelou que um grupo minúsculo saiu muito à frente dos demais.
Segundo a CryptoSlate, um agrupamento de apenas 12 endereços com comportamento semelhante ao de estratégias MEV (Maximal Extractable Value) conseguiu uma taxa de aproveitamento de 62,3% em suas operações. O restante do mercado de bots operou com apenas 21,01% de sucesso no mesmo período — uma diferença de aproximadamente três vezes.
O fator determinante identificado pelos analistas foi o roteamento das transações por um protocolo proprietário, cujo acesso não está disponível publicamente para qualquer participante da rede. Isso significa que a vantagem obtida não foi fruto de sorte ou de capital maior, mas de infraestrutura privilegiada.
O que é MEV e por que importa?
MEV, ou Maximal Extractable Value, é o valor que operadores — como validadores e bots — podem extrair ao manipular a ordem das transações dentro de um bloco. Na prática, isso pode significar “cortar a fila” de outros usuários ou antecipar movimentos previsíveis de mercado. Para iniciantes: imagine um vendedor que sabe exatamente quando você vai comprar e ajusta o preço um segundo antes.
O estudo deixa claro que os dados mostram associação, não causalidade. Ou seja: o protocolo exclusivo está correlacionado com o desempenho superior, mas os analistas não afirmam categoricamente que ele é a única razão por trás dos resultados. Outros fatores — como a qualidade dos algoritmos internos do grupo — também podem contribuir.
O que são protocolos de roteamento proprietários?
Em blockchains de alta velocidade como a Solana, o caminho que uma transação percorre até ser confirmada faz diferença. Protocolos de roteamento proprietários são sistemas privados que definem por quais validadores ou nós uma transação passa — e em qual ordem.
Quem controla esse roteamento pode garantir que suas operações cheguem antes das demais, aumentando drasticamente as chances de executar uma ordem no preço desejado. É uma vantagem de infraestrutura, não de estratégia de mercado.
Apenas 12 endereços compõem o agrupamento identificado, com taxa de sucesso de 62,3% nas operações automatizadas analisadas.
Os demais bots que operam na rede Solana registraram taxa média de sucesso de apenas 21,01% no mesmo período comparado.
O protocolo de roteamento utilizado pelo grupo não está disponível publicamente — sua operação depende de infraestrutura exclusiva e privada.
Os analistas ressaltam que os dados indicam associação entre o protocolo e o desempenho — outros fatores internos do grupo também podem influenciar os resultados.
O que isso significa para usuários comuns?
Para quem está começando no mundo das criptomoedas, o episódio serve como um alerta sobre as assimetrias estruturais que existem nos mercados descentralizados. Assim como em mercados tradicionais, participantes com acesso a tecnologia mais avançada e infraestrutura privilegiada tendem a ter vantagens sistemáticas.
Isso não significa que o mercado seja fraudulento — mas reforça a importância de entender como as redes funcionam antes de operar. Para aprofundar seu conhecimento sobre o tema, acesse o guia completo de criptomoedas da KriptoBR.
📌 Nota editorial
A análise original foi publicada pela CryptoSlate e cobre especificamente um grupo de 12 endereços identificados por comportamento semelhante ao MEV. Os dados mostram correlação entre o uso do protocolo proprietário e a taxa de sucesso elevada, mas os pesquisadores não estabelecem relação de causa e efeito definitiva. O KriptoHoje reproduz as informações com base na fonte primária.
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