Enquanto os Estados Unidos constroem um arcabouço regulatório favorável às criptomoedas, analistas alertam que o Brasil segue na direção oposta — sufocando o setor com regras que desincentivam a inovação.
A frase foi direta e sem rodeios. Vinicius Bazan, head de research e co-fundador da Underblock, usou um evento realizado pelo Crypto Times, em parceria com a OKX, nesta quarta-feira (13), em São Paulo, para lançar um diagnóstico duro sobre o setor: “Por aqui, estão matando a indústria.” A declaração resumiu o sentimento de frustração de parte do mercado cripto brasileiro diante do atual cenário regulatório nacional.
Segundo a Money Times, o contraste com os Estados Unidos foi o pano de fundo central do debate. Enquanto o governo americano tem sinalizado abertura ao setor — com discussões sobre reservas estratégicas de Bitcoin, ETFs aprovados e uma postura menos hostil por parte de órgãos reguladores — o Brasil caminha, na avaliação de analistas presentes no evento, em sentido contrário.
O ambiente regulatório brasileiro tem sido marcado por exigências consideradas excessivas por parte do setor privado, além de uma postura da Receita Federal e do Banco Central que, segundo os críticos, eleva os custos operacionais e afasta tanto investidores institucionais quanto projetos de DeFi e infraestrutura blockchain do país.
Leia tambem: o que e DeFi e como funciona.
O abismo regulatório entre Brasil e EUA
A divergência entre os dois países não é apenas de velocidade, mas de direção. Nos Estados Unidos, a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista pela SEC, a sinalização positiva da nova gestão federal e o crescimento acelerado de protocolos DeFi regulamentados apontam para um ecossistema em expansão. No Brasil, a percepção dominante entre especialistas é de que a burocracia e a tributação excessiva funcionam como barreiras estruturais.
ETFs de Bitcoin aprovados, postura regulatória mais aberta, crescimento de projetos DeFi institucionais e sinalização favorável do governo federal ao setor cripto.
Exigências regulatórias crescentes, tributação elevada e ausência de marco claro para DeFi afastam projetos e investidores institucionais do ecossistema nacional.
Para analistas como Bazan, o problema não está apenas na falta de regulamentação, mas na qualidade e na intenção das regras que têm sido desenhadas. Uma regulação mal calibrada pode ser tão prejudicial quanto a ausência dela — especialmente para protocolos descentralizados, que por natureza operam além das fronteiras geográficas tradicionais.
O que está em jogo para o DeFi brasileiro
O segmento de finanças descentralizadas (DeFi) é um dos mais afetados pelo ambiente regulatório incerto. Protocolos que operam sem intermediários centralizados dificilmente se encaixam nas categorias jurídicas tradicionais — e a ausência de um marco específico no Brasil deixa desenvolvedores e usuários em uma zona cinzenta que inibe investimento e inovação.
O evento em São Paulo reuniu representantes do setor privado, pesquisadores e entusiastas do mercado cripto, e serviu como termômetro do humor de uma indústria que se sente pressionada. A percepção predominante foi de que, sem mudanças estruturais na abordagem regulatória, o Brasil corre o risco de perder protagonismo em um setor que movimenta trilhões de dólares globalmente.
📌 Nota editorial
As declarações citadas nesta reportagem foram feitas durante evento público realizado em São Paulo e foram originalmente divulgadas pela Money Times. O KriptoHoje reprocessou as informações de forma independente, sem reprodução textual da fonte.
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